Categories: Estado

Acusado de matar motociclista e atirar na carona após briga de trânsito vai a júri popular em Palmas


Um autônomo de 24 anos acusado de ter matado a tiros um motociclista e atirado na jovem que ia de carona com a vítima, em outubro de 2023, vai ser julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio e tentativa de homicídio, ambos os crimes qualificados por motivo fútil (briga de trânsito) e recurso que dificultou a defesa das vítimas (tiros de surpresa). A decisão de pronúncia – que encaminha os réus ao julgamento popular – é do juiz da 1ª Vara Criminal de Palmas, Cledson José Dias Nunes, publicada na noite de quarta-feira (19/6).

Segundo o processo, o réu vai a julgamento sob a acusação de ter atirado nas vítimas, com resultado de morte do motociclista, e lesão da carona, após colidir o veículo que dirigia com a moto em que as vítimas estavam, próximo à sede do Instituto de Terras do Tocantins (Itertins), por volta das 7h. 

Conforme a denúncia, os dois homens discutiram sobre os custos dos reparos nos veículos, mas não chegaram a um acordo e se agrediram com socos e empurrões, antes do autônomo deixar o local, onde as duas vítimas permaneceram porque a moto não dava partida.

Pouco depois, conforme a ação, o autônomo voltou ao local do acidente e atirou nos dois até descarregar a arma. O motociclista morreu no local. A carona conseguiu fugir, mesmo atingida pelos tiros. O autônomo acabou preso em um carro com familiares dele na rodovia próximo a Paraíso do Tocantins e responde ao processo recolhido na Unidade Prisional de Palmas. 

Para o juiz, quando há prova de materialidade de crime doloso (intencional) “contra a vida e indícios suficientes de autoria ou de participação, o acusado deve ser pronunciado, ou seja, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri”

Cledson Nunes afirma que a investigação comprovou que as lesões sofridas pela carona e a morte do motociclista decorrem dos tiros disparados pelo autônomo, ato confirmado pelo réu em seu depoimento policial, embora, ressalta o juiz, ele tenha dito que agiu sem a intenção de matar.

O juiz manteve a prisão preventiva do autônomo, que pode recorrer ao Tribunal de Justiça para tentar reverter a decisão de pronúncia e pedir a revogação da prisão.



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

JUS em Ação pega a estrada e leva cidadania à Palmeirópolis nesta sexta-feira (27/3), na primeira edição de 2026

O projeto JUS em Ação ganha novos caminhos no Tocantins e realiza sua primeira edição…

4 horas ago

Judiciário tocantinense encerra 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa com mais de 600 ações judiciais pelo fim da violência contra a mulher

Com mais de 600 ações judiciais, a exemplo de audiências, o Poder Judiciário do Tocantins…

5 horas ago

Alunos da Apae de Palmas marcam presença em exposição que celebra inclusão e reconhecimento no TJTO

Cores, traços delicados e histórias inspiradoras estiveram presentes em cada detalhe da exposição “Talentos que…

6 horas ago

Seu Imposto de Renda pode fortalecer projetos sociais em Palmas

Com o início do prazo para a declaração do Imposto de Renda 2026 nesta segunda-feira…

7 horas ago

TJTO abre inscrições para escolha de estagiários(as) que vão integrar comissão de enfrentamento ao assédio

Estagiários(as) do Poder Judiciário do Tocantins podem se inscrever para participar da Comissão de Prevenção…

8 horas ago

Judiciário tocantinense participa com dois juízes de seminário do CNJ que discute combate ao crime organizado

Os juízes Antônio Dantas de Oliveira Júnior, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de…

9 horas ago