Biden anuncia repasse de US$ 500 milhões para o Fundo Amazônia


Verba, dez vezes maior que o dito inicialmente, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso americano; líder norte-americano participou de uma reunião virtual da qual também esteve presente o presidente Lula

DREW ANGERER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
O presidente Joe Biden e o enviado presidencial especial para o clima, John Kerry, participam de uma reunião virtual do Fórum das Principais Economias (MEF) sobre Energia e Clima no South Court Auditorium no campus da Casa Branca em 20 de abril de 2023 em Washington, DC

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira, 20, que pedirá ao Congresso americano a aprovação de US$ 500 milhões para o Fundo Amazônia – valor 10 vezes maior o que tinha sido prometido durante o encontro, em fevereiro, entre o chefe de Estado Norte-americano e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi passada durante reunião virtual na qual também participou o presidente Lula. O pacote faz parte de um repasse de mais de US$ 1 bilhão de dólares ao Fundo Verde para o Clima, que financia os esforços dos países mais ricos para ajudar as economias em desenvolvimento a mudar para energias mais limpas e construir infra-estrutura resistente, uma luta contra a mudança climática nos países em desenvolvimento. Esse dinheiro está disponível de imediato, informou à imprensa um funcionário americano sob anonimato. “Os impactos da mudança climática serão mais percebidos por aqueles que menos contribuíram para o problema, incluindo as nações em desenvolvimento. Como grandes economias e grandes emissores, devemos intensificar e apoiar estas economias”, afirmou Biden.

Durante o fórum, o presidente brasileiro afirmou na reunião que o desmatamento da Amazônia se reduziu “em mais de 80% ao longo de uma década” durante seus mandatos anteriores. Seu objetivo é acabar com ele até 2030. “Temos o compromisso de reflorestar 12 milhões de hectares e estamos fortalecendo os investimentos em bio-economia, assegurando trabalhos dignos e sustentáveis para os 25 milhões de brasileiros que vivem na região” amazônica e “em agosto, vamos reunir os líderes dos (outros) oito países amazônicos, com o objetivo de impulsionar uma nova agenda em comum”, detalhou Lula, que também se queixou de que os países desenvolvidos não se envolvem o suficiente. “Desde que o compromisso foi assumido, em 2009, o financiamento climático oferecido pelos países desenvolvidos se mantém abaixo da promessa de 100 bilhões de dólares por ano. É preciso que todos façam sua parte”, disse, segundo o governo brasileiro.

Biden considera prioritário lutar contra a mudança climática e se propõe a reduzir as emissões dos Estados Unidos entre 50% e 52% até 2030, em comparação com os níveis de 2005, como parte dos compromissos mundiais adquiridos no Acordo de Paris para limitar o aumento da temperatura global em 1,5º centígrados. “Temos que intensificar nossas ambições”, disse Biden aos outros líderes, diante do que considera um “momento de grande perigo, mas também de grandes possibilidades”. Além de Lula, a reunião do Fórum das principais economias sobre energia e clima, a quarta que Biden organiza como presidente, também contou com a participação do enviado da China para o clima, Xie Zhenhua, além de outras lideranças.

O encontro dos líderes, mesmo que virtual, vem em uma semana que houve uma tensão entre os países após a visita de Lula a China, onde ele fez declarações que desagradaram Washington, que acusou o Brasil de ser favorável a Rússia, estar “papagueando a propaganda russa e chinesa sem observar os fatos em absoluto”. O petista havia dito que os EUA e a União Europeia estão incentivando a guerra na Ucrânia que se aproxima do 14º mês. “É preciso que os EUA parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz. É preciso que a União Europeia comece a falar em paz, para a gente poder convencer Putin e Zelensky que a paz interessa a todo mundo e que a guerra por enquanto só está interessando aos dois”, comentou o mandatário, que também voltou a culpar a Ucrânia pelo conflito no Leste Europeu.





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Tribuna do Tocantins

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