Foto: Reprodução/Pexels
Um grupo de cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) sugere a aplicação da “geoengenharia solar” em um projeto ambicioso. Os cientistas querem criar uma barreira a ser posicionada entre a Terra e o Sol para conter o avanço do aquecimento global.
A ideia não é exatamente nova e é tratada, apenas, como um cenário de emergência, ou seja, um projeto a ser considerado apenas quando várias outras opções de solução forem esgotadas ou se provarem inviáveis ou incapazes.
Segundo os cientistas, ele parte de uma premissa simples: se as mudanças climáticas chegarem a um ponto sem retorno, quais seriam nossas soluções?
Daí nasceu o projeto convenientemente chamado de Space Bubbles, que basicamente prevê a criação de uma barreira feita de filmes ultrafinos de silicone e outros materiais em forma de bolha, transparente, mas ainda assim sólida o suficiente para barrar o calor – ou ao menos parte dele.
“Como as bolhas podem ser intencionalmente destruídas ao quebrar o equilíbrio de suas superfícies, isso tornaria a solução de geoengenharia solar totalmente reversível além de reduzir significativamente o lixo espacial”, diz um comunicado divulgado pelo consórcio.
Matematicamente falando, a ideia toda é plausível, por mais “coisa de filme” que ela possa parecer: “se essas bolhas desviarem apenas 1,8% dos raios solares, nós poderíamos reverter o aquecimento global por inteiro”, diz outro trecho.
A ideia seria posicionar essa grande barreira entre a Terra e o Sol em um dos cinco pontos de Lagrange – provavelmente um dos três primeiros. Você deve reconhecer o nome pois, no segundo ponto de Lagrange, está o telescópio espacial James Webb, a 1,5 milhão de quilômetros (km) da nossa posição.
Evidentemente, esse é um plano que dificilmente sairá do papel: o conceito de geoengenharia solar tem apoiadores, mas também tem muitos críticos – outros planos dentro deste “guarda-chuva” envolvem a disseminação de partículas de aerossol na atmosfera para, na prática, “diminuir o brilho” do Sol. Tal ideia, porém, pode ter consequências bem mais desastrosas, segundo especialistas.
Ainda assim, com todas as propostas de redução das emissões de carbono e todos os desequilíbrios naturais causados pelo homem, nós não estamos exatamente perto de cumprirmos qualquer objetivo estipulado pelos ambientalistas que cuidam do assunto. (Olhar Digital)
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