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Comarca de Araguaína contará com importante recurso de proteção às vítimas de violência doméstica, a “Patrulha Maria da Penha”


Com apoio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEMSVID), nesta semana, a Comarca de Araguaína contará com grande reforço no combate e enfretamento à violência doméstica contra a mulher, a Patrulha Maria da Penha.

O projeto é de grande importância para prevenção e combate à violência doméstica contra as mulheres. Seu papel é garantir a proteção e acompanhamento preventivo de mulheres vítimas de violência doméstica, como também educar os agressores para evitar que retornem a praticar novos atos de violência.

A coordenadora do CEMSVID e também juíza da Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar de Araguaína, Cirlene de Assis, reuniu-se no dia 27/03 com os defensores Bartira Silva Quinteiro, Aline Mendes de Queiroz, Sandro Ferreira Pinto, o coordenador da Patrulha Maria da Penha em Araguaína, tenente Daniel Lopes Coelho Araujo, do 2º Batalhão de Polícia Militar e sua auxiliar 2° SST, Maria Tereza Souza Sodré; a delegada  que representa a Delegacia da Mulher, Ana Maria Barros Varjal e a defensora da 9º Defensoria Pública, Michele Vanessa do Nascimento, que patrocina a defesa das pessoas autoras de violência doméstica.

Na reunião foram discutidas as propostas para a implantação da patrulha no município de Araguaína, apresentado as estratégias de atuação da patrulha na proteção e assistência às mulheres vítimas de violência doméstica.

As patrulhas vão acontecer de segunda a sexta-feira, de 7h às 19h, as equipes serão formadas por sete policiais e uma viatura caracterizada. O policiamento deve acompanhar mulheres que estão amparadas por medidas protetivas, averiguar se o agressor está cumprindo a decisão judicial, além de verificar se a vítima está sofrendo algum tipo de violência, seja física ou psicológica, encaminhando à delegacia ou a outros órgãos que tenham competência para atender a demanda apresentada pela mulher.

“Com o trabalho da Patrulha Maria da Penha, as vítimas serão assistidas de maneira mais sensível e humanizada, seu trabalho também aumenta a sensação de segurança e de apoio das vítimas, fortalecendo a luta contra a violência de gênero e construindo uma sociedade mais igualitária e justa.”

A equipe ainda deverá encaminhar à magistrada relatórios com detalhes de cada visita feita às vítimas, com informações sobre a família e também do agressor, cabendo, inclusive, a sugestão de encaminhar este para terapias grupais desenvolvidas pelo Grupo Despertar.



FONTE

Tribuna do Tocantins

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