Categories: Estado

Comissão aprova abatimento no IR de iniciativas para a redução de gases do efeito estufa – Notícias


28/07/2025 – 16:10  

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Coronel Chrisóstomo, relator

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2012/21, que permite ao contribuinte pessoa física deduzir do Imposto de Renda (IR) os valores gastos com projetos para reduzir ou compensar a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE).

O relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), recomendou a aprovação do texto. “Há uma latente procura pela compensação voluntária de emissões, seja por questões de imagem, como no caso de boa parte das empresas, seja pela conscientização quanto à responsabilidade socioambiental de cada um”, afirmou.

Pela proposta aprovada, o montante a ser deduzido no IR equivalerá ao total apurado por meio de comprovantes de Redução Voluntária de Emissão (RVE).

A RVE é uma unidade de referência certificada internacionalmente que comprova que um projeto evitou a emissão ou removeu da atmosfera o equivalente a uma tonelada métrica de dióxido de carbono – um dos principais gases causadores do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global.

Segundo o deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), autor do projeto de lei, essa mudança no Imposto de Renda representará um estímulo aos investidores interessados no mercado de créditos de carbono.

“Além de se envolverem mais com a causa sustentável, os contribuintes que incorrerem voluntariamente em gastos privados com benefícios públicos [por meio das RVEs] incentivarão um mercado transformador”, analisou o deputado.

Acordo de Paris
O mercado voluntário de carbono funciona paralelamente ao mercado regulado compulsório de carbono, que ainda deverá ser instituído com a regulamentação plena do Acordo de Paris – tratado internacional firmado por 195 países para tentar frear o aquecimento global por meio da redução de emissões de GEE.

No mercado voluntário, empresas, pessoas, organizações ou governos podem gerar ou comprar créditos de carbono voluntários.

A principal diferença em relação ao mercado compulsório é que os créditos do mercado voluntário não estão sujeitos a registros da Organização das Nações Unidas (ONU) – as chamadas Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) – e, portanto, não valem como meta para países signatários do acordo de Paris.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Ana Chalub



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Comissão aprova novos critérios para definição de imóvel subutilizado – Notícias

11/06/2026 - 14:26   Thiago Cristino / Câmara dos Deputados Borges recomendou a aprovação com…

1 hora ago

Câmara de Palmas homenageia policiais da ROTAM em sessão solene pelo Dia do Raio  – Câmara de Palmas

Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à segurança pública e à dedicação dos policiais que…

2 horas ago

Presidente do Tribunal de Justiça vistoria obras de reforma e ampliação do fórum de Palmas e autoriza troca de elevadores

A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Rosal, vistoriou…

17 horas ago

Judiciário do Tocantins veste verde em mobilização pelo meio ambiente

O verde tomou conta do Poder Judiciário do Tocantins (TJTO) nesta quarta-feira (10/6). Magistrados(as), servidores(as),…

18 horas ago

Comissão de Gestão de Políticas de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TJTO realiza a primeira reunião do ano

Integrantes da Comissão de Gestão de Políticas de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade (CGPEG)…

19 horas ago

TJTO participa da audiência pública para debater metas do Judiciário para 2027

Os Tribunais de Justiça do país se reuniram por videoconferência nesta terça-feira (9/6) para debater…

20 horas ago