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Desastres climáticos causaram prejuízo de R$ 50,5 bilhões ao Brasil em 2023


Somente neste ano já foram 3.340 decretos de situação de emergência ou calamidade, além de 5,8 milhões de brasileiros diretamente afetados

RAFAEL DALBOSCO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Passo Fundo é uma das cidades mais atingidas pelo ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul em setembro

Os prejuízos causados por desastres naturais no Brasil chegaram a R$ 50,5 bilhões, aponta o levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). As chuvas foram os fenômenos com maior impacto e custaram aos brasileiros cerca de R$ 19 bilhões. Em 2023, foram 3.340 decretos de situação de emergência ou calamidade, além de 5,8 milhões de brasileiros diretamente afetados. O número de fenômenos climáticos tem se intensificado ao longo dos anos, o que aumentou o volume de prejuízos. Em 2020, as perdas foram de R$ 15 bilhões, em 2021, de R$ 40,6 bilhões, e em 2022, de R$ 26 bilhões. No setor privado, os setores mais impactados foram agricultura, com uma perda de R$ 3 bilhões, comércios locais (R$ 780 milhões), indústria (R$ 688 milhões) e pecuária (R$ 340 milhões). Na seara agrícola, a emergência climática global traz muitas incertezas aos produtores, como explica o analista de agro, Leandro Bovo, em entrevista à Jovem Pan News.

“Você não consegue prevenir uma temporada de chuva muito maior ou menor do que o esperado. O que dá para fazer é tentar mitigar financeiramente os efeitos que esses problemas climáticos trazem através de seguros que vão tentar repor qualquer prejuízo financeiro decorrente de uma condição climática mais adversa”, explicou. O analista afirma que, no entanto, os seguros rurais não são tão acessíveis.

Por décadas, a humanidade tem acelerado o fenômeno do aquecimento global, o que intensifica os fenômenos climáticos, causando catástrofes. Neste sentido, é fundamental reduzir os efeitos do aquecimento com a redução do desmatamento e da emissão de gases estufa, como o CO2 e o metano, o que é selado em acordos internacionais. O coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo, ressalta que os desafios são complexos e que o assunto infelizmente ainda não é prioridade: “O clima está ficando muito irregular. E essa irregularidade está afetando todas as atividades humanas, incluindo agricultura, saúde, segurança hídrica, alimentar e energética”. O alerta é reiterado pelo levantamento da CNM, que destacou ainda as perdas humanas. Entre janeiro e setembro, foram 139 óbitos relacionados a desastres climáticos registrados no país.

*Com informações da repórter Camila Yunes





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Tribuna do Tocantins

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