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Em meio a crise de rejeição, Boric renova gabinete um ano após assumir presidência do Chile


Líder chileno assumiu o poder em março do ano passado e tinha 50% de aprovação, agora apenas 35% continuam favoráveis

PABLO VERA / AFP
Gabriel Boric com Alberto van Klaveren, novo ministro das relações exteriores

O presidente do Chile, Gabriel Boric, trocou na sexta-feira, 11, sua chanceler e outros quatro ministros, em uma renovação de seu gabinete que busca melhorar seu governo, um ano depois de assumir o poder. Esta é a segunda mudança que Boric faz em seu primeiro ano de governo, marcado por um início turbulento e a gradual recuperação da normalidade no país após anos de atritos e incertezas. A renovação chegou aos ministérios das Relações Exteriores, Obras Públicas, Cultura, Esportes e Ciências. Boric também fez mudanças em 15 subsecretarias. O ex-vice-secretário de Relações Exteriores do primeiro governo de Michelle Bachelet (2006-2010) e representante do Chile na Corte Internacional de Justiça de Haia, Alberto van Klaveren, substituirá a ex-chanceler Antonia Urrejola, que estava no cargo desde o início do governo. O Ministério de Obras Públicas ficará a cargo de Jessica López, ex-presidente do Banco Estado, enquanto o ex-jogador de futebol Jaime Pizarro assumirá a pasta de Esportes. A advogada Aisén Etcheverry irá chefiar o Ministério das Ciências e o ex-diretor de Televisão Nacional Jaime de Aguirre irá liderar a Cultura. A advogada Aisén Etcheverry ficará a cargo do Ministério das Ciências.

O chileno, que assumiu em 11 de março de 2022 e começou o mandato com 50% de aprovação e apenas 20% de rejeição, viu o cenário mudar. Um levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Cadem, mostrou que houve uma inversão – 60% dos chilenos não o aprovam, apenas 35% continuam favoráveis. Boric está diante de uma crise. Nesta semana, ele sofreu um derrota no Congresso pela rejeição de uma reforma tributária considerada fundamental por seu governo, Boric disse que fez ajustes em sua equipe com foco em melhorar a gestão e equilibrar as forças da coalizão de esquerda que o acompanha. “O que me motiva a fazer estas mudanças (…) não são pressões políticas ou pequenas compensações, o objetivo destas alterações é a nossa capacidade de resposta e melhorar a gestão”, declarou o presidente na cerimônia de posse no palácio de La Moneda. Melhorar a gestão se tornou urgente após o forte revés que o governo sofreu na quarta-feira com a rejeição da Câmara dos Deputados à reforma tributária, fundamental para financiar o programa de reformas sociais pretendido por Boric. O programa, por meio do qual se buscava arrecadar o equivalente a 3,6 pontos do PIB, foi recusado com os votos da direita opositora e a ausência de legisladores de esquerda.

*Com informações da AFP





FONTE

Tribuna do Tocantins

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