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Encerramento do 7° Fórum de Saúde Mental é marcado por pactuações e novas portarias em prol da saúde do trabalhador | Prefeitura Municipal de Palmas


Encerramento do 7° Fórum de Saúde Mental é marcado por pactuações e novas portarias em prol da saúde do trabalhador

Evento ocorreu no auditório da Ulbra e reuniu profissionais de saúde, estudantes da área, pesquisadores e residentes

O encerramento do 7° Fórum de Saúde Mental, realizado nesta quinta-feira, 15, no auditório da Faculdade Ulbra, foi marcado pela divulgação de duas novas portarias, uma que institui o Programa Municipal de Educação Permanente em Saúde Mental e outra que cria o Fórum Permanente de Saúde Mental, ambas focadas no aprimoramento da rede de atenção psicossocial em Palmas. O evento, que durou três dias, também trouxe a divulgação da pactuação desenvolvida nas oficinas realizadas na quarta-feira, 14, de pontos estratégicos para o fortalecimento da saúde do trabalhador no município.

A secretária de Saúde, Dhieine Caminski, destacou a relevância dessas medidas para qualificar o cuidado em saúde mental. “A criação do Programa Municipal de Educação Permanente visa capacitar nossos profissionais para a identificação precoce de transtornos mentais, diagnósticos precisos e intervenções terapêuticas eficazes. Assim, fortalecemos a rede de atenção psicossocial e garantimos um atendimento mais humanizado e eficiente à população.”

Além disso, Dhieine ressaltou a importância do Fórum Permanente de Saúde Mental como um espaço participativo fundamental para articular as ações no município. “Esse fórum promoverá o diálogo entre profissionais, usuários, familiares e sociedade civil, fortalecendo a rede de cuidados e ampliando estratégias de promoção, prevenção e reabilitação psicossocial.”

As portarias, que serão publicadas em breve, têm como objetivo principal qualificar continuamente os profissionais da Rede Municipal de Saúde, incentivando a integração da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a colaboração interprofissional. Dessa forma, a medida busca aprimorar a detecção precoce, o diagnóstico e o tratamento em saúde mental, com foco na inclusão, equidade e respeito aos direitos humanos.

Para a residente em Saúde Mental e Psicologia, Aiane Guajajara Soares, o fórum foi uma oportunidade essencial para debater temas cruciais da saúde do trabalhador. “O 7° Fórum de Saúde Mental permitiu discutir a saúde da mulher trabalhadora em Palmas, evidenciando a sobrecarga da dupla jornada e o assédio moral no ambiente de trabalho. Também abordamos a importância da política antimanicomial, que ainda enfrenta desafios, sobretudo nos manicômios judiciários, que reproduzem uma lógica manicomial dentro do SUS. A luta pelo cuidado em liberdade e pela desinstitucionalização dos usuários continua sendo central na saúde mental.” A residente, que estava acompanhada de seus amigos, ainda explica que o fórum fortalece a formação e a atuação nos espaços da Semus, reafirmando o compromisso dos trabalhadores com um atendimento humanizado e inclusivo.

Programação
Na programação da tarde, os participantes assistiram ao painel “A desinstitucionalização de pacientes de saúde mental no Poder Judiciário e a atuação da RAPS”, seguido da mesa-redonda “Panorama das Políticas de Saúde Mental”, conduzida por César Morais Ramos e Mariana Miranda Borges.

O fórum foi encerrado com a apresentação de propostas e encaminhamentos, além da divulgação das portarias do Programa de Educação Permanente em Saúde Mental e do Plano Municipal de Saúde Mental. Essas ações trouxeram uma perspectiva de realizar novos fóruns e ampliar o diálogo para aprimorar ainda mais as políticas públicas voltadas à saúde mental em Palmas.

Texto: Rodrigo Marques
Edição: Wédila Jácome

Participantes assistiram ao painel “A desinstitucionalização de pacientes de saúde mental no Poder Judiciário e a atuação da RAPS”
Evento ocorreu no auditório da Ulbra e reuniu profissionais de saúde, estudantes da área, pesquisadores e residentes



FONTE

Tribuna do Tocantins

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