Premiê António Costa descartou a hipótese de se tratar de um ato terrorista; autoridades informaram que ataque deixou vários feridos, mas não disseram a quantidade
Um homem invadiu um centro muçulmano em Lisboa, em Portugal, e matou duas mulheres a facadas nesta terça-feira, 28. “O ataque deixou vários feridos e, neste momento, dois mortos”, anunciou a polícia em comunicado, especificando que o suposto autor do ataque foi detido após ser ferido, e internado em um hospital da capital portuguesa, acrescentaram as autoridades. Ele está “vivo e sob custódia”, disse a polícia. Em declaração à televisão privada portuguesa SIC, Nazim Ahmad, presidente da comunidade ismaelita de Lisboa – uma comunidade muçulmana xiita liderada por Aga Khan -, declarou: “Sabemos que é um afegão, um refugiado que, por uma razão ou outra, invadiu o centro”. O primeiro-ministro António Costa afirmou que é prematuro fazer qualquer interpretação do ato criminoso, descartando a hipótese de um ataque terrorista mencionada pela imprensa local não foi confirmada. “Os primeiros elementos apontam para um ato isolado”, declarou o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em comunicado. O premiê expressou “solidariedade e condolências às vítimas e à comunidade ismaelita”.
No início da tarde, nos arredores do centro ismaelita de Lisboa, polícias encapuzados armados com metralhadoras estavam posicionados em diferentes entradas do complexo fechado que alberga uma mesquita em um bairro da zona norte de Lisboa. A comunidade de ismaelitas tem sede mundial em Lisboa e seu líder espiritual, Aga Khan, obteve em 2019 a cidadania portuguesa. Os ismaelitas são uma corrente minoritária do islã xiita com quase 15 milhões de pessoas em 30 países, incluindo 7.000 que vivem em Portugal. O Aga Khan decidiu estabelecer a sede da sua comunidade em Portugal após um acordo assinado em junho de 2015 com o governo português que previa benefícios fiscais e privilégios diplomáticos, em troca de investimentos em pesquisa e desenvolvimento científico. Nos últimos anos, multiplicaram-se os ataques – especialmente no Paquistão – contra os ismaelitas, acusados pelos extremistas sunitas de praticar uma corrente “desviada” em relação à ortodoxia muçulmana. O último ataque em solo português ocorreu a 27 de julho de 1983, quando um grupo armado de cinco armênios atacou a embaixada turca em Lisboa, provocando a morte de duas pessoas. Os agressores foram mortos no ataque.
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