Categories: Estado

IV Webinário “Amor em Ação” aborda a diversidade e a inclusão nos processos de adoção


A Corregedoria Geral da Justiça, em parceria com a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), realizou na manhã desta terça-feira (27/06) a IV edição do Webinário Amor em Ação, com o tema “As questões étnico-raciais, de orientação sexual e de identidade de gênero nos processos de adoção”. O evento teve como objetivo promover um espaço de diálogo e reflexão sobre as complexidades das questões que envolvem o processo de adoção. 

Na abertura do webinário, a corregedora-geral da justiça, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, destacou que o evento atende à Resolução n.º 532/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, neste sentido, visa combater qualquer forma de discriminação relacionada à orientação sexual e à identidade de gênero nos processos de adoção.

“Esse tema é muito sensível e o Poder Judiciário tem o dever de zelar e combater veementemente qualquer forma de discriminação, especialmente dando atenção à identidade de gênero nos processos. Esta é uma oportunidade valiosa para refletirmos profundamente sobre esse tema tão importante”, afirmou.

A programação do webinário contou com a participação de palestrantes e debatedores especializados na área da Infância e Juventude. O juiz Eduardo Rezende Melo, coordenador da área pedagógica da Infância e da Juventude na Escola Paulista da Magistratura, trouxe à tona as diferenças e questões étnico-raciais relacionadas à adoção. Ele abordou a importância de considerar esses aspectos ao lidar com processos de adoção, destacando a necessidade de sensibilidade e preparo para proporcionar um ambiente acolhedor e inclusivo para crianças de diferentes origens étnicas e raciais.

“É fundamental reconhecermos que as diferenças étnico-raciais desempenham um papel crucial nos processos de adoção. Ao lidarmos com essas questões, devemos agir com sensibilidade, respeito e preparo adequado. Cada criança traz consigo uma história única, marcada por sua herança étnica e racial, e é nosso dever assegurar que se sintam amadas, aceitas e valorizadas em seus novos lares”, disse o magistrado. 

A orientação sexual e a identidade de gênero nos processos de adoção foram temas da palestra do doutor e pós-doutor em Políticas Públicas e Formação Humana, Lindomar Expedito Silva Darós. Ele destacou que o mundo está cercado por desigualdades e hierarquias, e é importante pensar que a adoção, em sua essência, trata de encontrar um lar amoroso e seguro para crianças que precisam. “Infelizmente, preconceitos e estigmas muitas vezes dificultam esse processo para muitos candidatos à adoção”, alertou.

Diálogo 

O webinário contou com a participação de 100 pessoas, entre magistrados, servidores e representantes de instituições públicas que fazem parte do sistema de Justiça. 

Para o coordenador Estadual da Infância e Juventude, o juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira, este é um diálogo extremamente necessário e que, além das questões relacionadas ao processo da adoção em si, deve também ser pensado na esfera da assistência social. “É importante entender o perfil dessas pessoas, tanto em termos de comportamento quanto de necessidades. Nosso objetivo é assegurar que estejam preparadas não apenas para o processo legal, mas também para o aspecto humano envolvido. Queremos garantir que nosso trabalho seja não só jurídico, mas também empático, visando evitar complicações no futuro”, disse.

Participando do webinário, o servidor Marcos Monteiro ressaltou a importância de estimular os profissionais a refletirem sobre as questões raciais, LGBTQ+ e as dinâmicas familiares étnico-raciais; e destacou a iniciativa do Judiciário. “Foi muito importante o Judiciário trazer à tona essas questões essenciais. Promover essa reflexão é crucial para fomentar uma maior compreensão e sensibilidade nessas áreas, capacitando os profissionais a oferecerem um suporte mais inclusivo e eficaz”, avaliou.

Do poder Judiciário do Tocantins, participaram  do evento a coordenadora da Cidadania da Corregedoria-Geral da Justiça, juíza Odete Batista Dias Almeida; a juíza Renata do Nascimento e Silva; e a secretária executiva da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja/CGJUS), Ana Mara Carneiro Mourão.



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Atendimentos no Fórum de Gurupi serão exclusivamente de forma remota de 1º a 15 de setembro, durante mudança para novo prédio

Durante o processo de mudança das instalações do Fórum da Comarca de Gurupi para o…

5 horas ago

Prefeitura Palmas realiza evento “Conscientiza, mulheres!” com palestras e divulgação de novo formato do Nupav | Prefeitura Municipal de Palmas

Prefeitura Palmas realiza evento “Conscientiza, mulheres!” com palestras e divulgação de novo formato do Nupav…

6 horas ago

auxiliar é condenado a 12 anos de prisão por matar homem a facadas durante discussão

Após julgamento realizado no Salão do Tribunal do Júri da Comarca de Colinas, o auxiliar…

6 horas ago

Comissão intersetorial define estratégias para projeto Criança Segura e Feliz com foco no combate ao trabalho infantil em Palmas | Prefeitura Municipal de Palmas

Comissão intersetorial define estratégias para projeto Criança Segura e Feliz com foco no combate ao…

7 horas ago

Visita guiada pela Casa da Mulher Brasileira encerra programação do Agosto Lilás em Palmas | Prefeitura Municipal de Palmas

Visita guiada pela Casa da Mulher Brasileira encerra programação do Agosto Lilás em Palmas Evento…

7 horas ago

Rede de proteção às mulheres fortalece atuação no Tocantins e Barra do Ouro vira referência

Por meio da integração entre Poder Judiciário, Secretaria Estadual da Mulher e gestões municipais, o…

7 horas ago