Suspeito, que estava foragido desde 2021, era também procurado internacionalmente, devido a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol
A PF (Polícia Federal) prendeu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o principal suspeito pelo ataque hacker ao sistema do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), sediado em São Paulo. As investigações, realizadas no âmbito da Operação Escalada Cibernética, resultaram na condenação do hacker, a uma pena de nove anos de prisão, pela prática dos crimes de invasão de dispositivo informático e falsificação de documento público. A prisão foi expedida pelo Juízo da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, em dezembro de 2021. No entanto, o hacker permaneceu foragido desde maio de 2021, quando foi desencadeada a operação da PF. O homem foi preso na manhã deste domingo, 17. Há dois anos, ele foi responsável por promover um ataque cibernético ao sistema PJe do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. De acordo com a corporação, o suspeito tinha como objetivo alterar documentos eletrônicos de assinatura de agentes públicos para a obtenção de vantagens pessoais. “O hacker, após invasão ao sistema de processos judiciais eletrônicos, falsificou pareceres do MPF (Ministério Público Federal) em seis processos que tramitavam no TRF3, nos quais ele mesmo era o réu, alterando as manifestações dos procuradores com sugestão de absolvição ao invés da condenação originalmente proposta”, informou a PF. A investigação da Polícia Federal foi aberta depois que dois magistrados da Justiça Federal em São Paulo detectaram alterações em documentos, com uso fraudulento de suas assinaturas digitais. O hacker falsificou assinaturas eletrônicas de juízes, servidores da justiça e membros do MPF, além de ter alterado documentos em pelo menos oito processos, sendo dois cíveis e seis criminais. O objetivo, além da autoabsolvição criminal, seria a liberação e a consequente apropriação de valores pendentes em ações judiciais para contas controladas por ele. O hacker era também procurado internacionalmente, devido a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol.
*Com informações do repórter Marcelo Favalli.
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