Nesta quarta-feira, 3, foi realizado no espaço de coworking do Capim Dourado Shopping o bazar de encerramento da 1ª etapa do projeto Ponto de Partida. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Defensoria Pública, a Receita Federal e a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Ação Social e da Mulher.
A ação teve como objetivo comercializar as peças produzidas pelas mulheres assistidas pela Casa da Mulher Brasileira, garantindo a elas renda extra no fim do ano, além de contribuir para movimentar o comércio local. O custo médio dos produtos comercializados variou de R$ 15 a R$ 40.
A superintendente da Casa da Mulher Brasileira, Monik Carreiro, destaca que a autonomia financeira é essencial para que as mulheres rompam o ciclo da violência. “Trabalhamos com mulheres vítimas de violência doméstica, e a dependência financeira é o principal obstáculo para que elas rompam esse ciclo. Nosso objetivo é oferecer oportunidades para que ingressem no mercado de trabalho e conquistem autonomia”, afirmou.
A técnica de enfermagem Patrícia Nogueira de Oliveira destaca que o projeto Ponto de Partida trouxe aprendizado, apoio financeiro e emocional e a ajudou a desenvolver habilidades de artesanato para gerar renda. “Foi um aprendizado, tanto para mim quanto para meu marido. O projeto Ponto de Partida nos ajudou financeiramente e emocionalmente. Participamos de oficinas e fizemos artesanato, que vai me ajudar bastante na venda dos produtos”, afirmou.
Adesão ao projeto
A publicitária e voluntária Heloisa Ramos ressalta a importância de acompanhar a transformação das mulheres. “Comecei no voluntariado com oficinas para jovens e foi assim que entendi o verdadeiro propósito de servir. O maior ganho para mim é ver a transformação das mulheres, que aprendem e passam a produzir sua própria renda”, destacou.
A gerente comercial Girleide José da Silva destacou que apoiar o projeto comprando peças é uma forma de ajudar mulheres vítimas de violência e reforça a ideia de força e união entre elas. “Passei pelo shopping, me interessei pela vitrine do estande e conheci o propósito do projeto, que apoia mulheres vítimas de violência. Fico feliz em ajudar comprando uma blusa para minha sobrinha”, afirmou.
Texto: Daniel Reis – estagiário sob supervisão da Diretoria de Jornalismo da Secom
Edição: Iara Cruz
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