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Acidentes com ciclistas têm alta de 71% em 10 anos; especialistas reforçam medidas de segurança


Em 2022, o número de internações envolvendo acidentes com bicicletas subiu para 15.095, enquanto a quantidade de mortes foi para 316

Divulgação/USP
Médico reforça necessidade do uso de equipamentos de segurança e de manutenção das bicicletas

O professor de Educação Física Roberto Vittorio é ciclista há mais de 20 anos, mas a paixão pelo esporte também trouxe dores. Roberto já se acidentou algumas vezes, sendo uma delas resultou na fratura da clavícula. “Eu fui me desprender desse pelotão e, no que eu estou me desprendendo, um desses atletas que estava cansado veio de encontro a mim, bateu na minha bicicleta, ela quebrou e eu cai a 60 km/h”, explica. O professor faz parte das estatísticas do Ministério da Saúde, que apontou que, nos últimos 10 anos, os acidentes com ciclistas aumentaram 71%. Em 2012, o SUS registrou mais de 8,8 mil internações envolvendo acidentes com ciclistas. O número de óbitos chegou a 205. Em 2022, o número de internações subiu para 15.095, enquanto a quantidade de mortes foi para 316. Esse crescimento não acontece por acaso, mas sim em momento em que houve procura mior pelas bicicletas, como meio de transporte, atividade física e lazer.

O médico Alexandre Pallottino comentou quais são as principais lesões sofridas pelos ciclistas.”As lesões mais comuns são as dos membros superiores. Principalmente ao redor da cintura escapular, perto do ombro. Dentro delas, a mais comum é a da clavícula. Normalmente o ciclista cai com travado na roda dianteira. Como ele cai com o pedal preso na roda, o centro de gravidade é todo projetado para frente do corpo, a primeira coisa que bate no chão é a cabeça, protegida pelo capacete, e o ombro”, explica o médico. Alexandre também exalta que é necessário tomar cuidado durante a prática de exercícios e a utilização das bicicletas. “A primeira coisa é nunca subestimar a bicicleta, ela é tão perigosa, ou até mais perigosa, do que uma bicicleta. Utilizar sempre os equipamentos de segurança, ter um bom capacete, procurar ter uma boa manutenção da bicicleta”, afirmou o médico. Por fim, o especialista diz que o Brasil não tem a mesma relação com o ciclismo que muitos países da Europa tem, como familiaridade, espaço e estrutura.

*Com informações da repórter Camila Yunes





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Tribuna do Tocantins

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