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Biden anuncia acordo com o Canadá para combater imigração ilegal


Acordo inclui fechamento de rota de imigrantes entre os países; Ottawa aceitou receber mais imigrantes humanitários

Mandel NGAN / AFP
Joe Biden, presidente dos estados Unidos, ao lado do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou um acordo com o Canadá visando frear a imigração ilegal durante visita ao país vizinho nesta sexta-feira, 24. “Os Estados Unidos e o Canadá trabalharão juntos para desencorajar os cruzamentos ilegais da fronteira”, disse o presidente americano. Biden ainda elogiou o compromisso do Canadá de receber 15 mil migrantes procedentes do continente americano. A medida traria alívio a pressão na fronteia sul do território americano. No primeiro mês do ano, mais 128 mil prisões por tentativas de imigração ilegal foram efetuadas, através do México. Por outro lado, 40 mil imigrantes entraram no Canadá, pelos EUA, ilegalmente. O trecho conhecido como Roxham Roda será fechado pelos americanos, em uma contrapartida ao que foi divulgado. Especialistas em migrações se preocuparam com as medidas. “O impacto sobre refugiados em perigo extremo é devastador. O resultado será levar as pessoas a tentar travessias ainda mais perigosas em áreas isoladas”, disse Julia Sande, da Anistia Internacional, à AFP.  O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou que as duas nações compartilham “o mesmo coração” e, em caso de desavenças, resolverão as diferenças “com amizade e boa vontade”.  A visita de Biden mostrou uma relação bem mais amistosa entre Washington e Ottawa. Bem diferente do que era no mandato do republicano Donald Trump. Trudeau também apostou suas fichas no campo econômico. “”Continuaremos trabalhando juntos para criar empregos e construir economias e sociedades mais saudáveis e sustentáveis”, declarou. Biden aprovou a “Lei de Redução da Inflação”. Trata-se de um plano de subsídios para a transição energética, criado para apoiar a produção e o desenvolvimento de tecnologias nos Estados Unidos. O plano, porém, preocupa parceiros comerciais de Washington, que teme uma eventual redução de suas vendas para os EUA.





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Tribuna do Tocantins

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