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Brasileiros na Faixa de Gaza aguardam terceiro dia de negociações para abertura da fronteira com o Egito


Avião VC-2 da Presidência da República aguarda autorização de trâmites diplomáticos com Egito, Israel e o lado palestino para que refugiados cruzem a fronteira e embarquem para o Brasil

Divulgação/FAB
Aeronave VC-2 está em Roma e aguarda autorização para resgatar os brasileiros no Egito

Um grupo de 32 pessoas permanece abrigado nas cidades de Rafah e Khan Yunis, na Faixa de Gaza, aguardando autorização do governo egípcio para cruzar a fronteira e poder se deslocar até o aeroporto do Cairo, no Egito, a cerca de 350 km da fronteira, onde serão resgatados pelo governo brasileiro. Existia a expectativa do resgate ocorrer em um aeroporto mais próximo da fronteira, mas a embaixada do Brasil no território palestino sinalizou que este terminal estaria recebendo apenas ajuda humanitária. De lá, eles serão trazidos para o Brasil no avião VC-2 da Presidência da República, que tem capacidade para transportar até 40 passageiros. Embora tenha um papel essencial na ajuda aos civis estrangeiros, o Egito ainda aguarda autorização de Israel para abrir a fronteira e as autoridades também temem que, ao abrir a passagem de Rafah, milhares de palestinos que foram orientados a se dirigirem para o sul de Gaza se estabeleçam no país.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, vêm negociando a abertura da fronteira desde a semana passada para poder resgatar o grupo. Das 32 pessoas que aguardam resgate, 16 (quatro homens, quatro mulheres e oito crianças) foram deslocadas para Rafah, onde passaram a noite em um imóvel alugado pelo Itamaraty. Elas estavam na Cidade de Gaza, onde se abrigaram em uma escola — a Rosary Sisters School, que fica na periferia da capital, ao sul — durante os primeiros dias da ofensiva de Israel. As outras 16 pessoas (dois homens, cinco mulheres e nove crianças) são moradoras de Khan Yunis e aguardam a liberação em suas casas. A cidade fica a poucos quilômetros de Rafah. Ao todo, o grupo é composto por 22 brasileiros, sete palestinos portadores de RNM (o Registro Nacional de Imigração: são estrangeiros com visto temporário ou com visto de autorização de residência) e mais três palestinos parentes próximos.

As 17 crianças, nove mulheres e seis homens têm recebido acompanhamento psicológico, por profissional palestina contratada em Gaza pelo escritório de representação do Brasil junto à autoridade palestina. O apoio do governo brasileiro inclui ainda o aluguel de transporte, abrigo e alimentação. Na madrugada deste domingo, 15, chegou ao Rio de Janeiro o quinto voo, com 215 brasileiros que estavam em território israelense. No total, foram trazidas de volta 916 pessoas e 24 animais de estimação.





FONTE

Tribuna do Tocantins

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