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CAS vota projeto que cria avaliação da qualidade da saúde pública — Senado Notícias


Em reunião nesta quarta-feira (29), às 9h, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) vota o projeto de lei que cria um programa de avaliação dos serviços de saúde públicos e privados. As instituições privadas que não se adequarem aos padrões estabelecidos poderão receber multa que começa em R$ 5 mil e pode ir até a R$ 500 mil.  

O PL 287/2024 cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde. O objetivo é avaliar se os serviços de saúde estão seguindo padrões de qualidade previamente definidos. O resultado das avaliações será divulgado periodicamente.

Os padrões a serem definidos terão como diretrizes a garantia de segurança do paciente, além da disponibilização adequada de recursos para assegurar o atendimento adequado e evitar a espera excessiva.

Incluem ainda o cuidado centrado no paciente, o acolhimento justo e o cumprimento das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A estratégia prestada pela iniciativa privada será conduzida pelo órgão nacional de vigilância sanitária e poderá contar com a colaboração dos órgãos estaduais e municipais.

O projeto de lei foi apresentado pelo ex-senador Flávio Dino (MA) em fevereiro de 2024, na semana em que ele se despedia do Senado para assumir como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto recebeu relatório favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que promoveu mudanças no texto original. O projeto tramita em caráter terminativo. Ou seja, se aprovado na CAS e não houver recurso para votação em Plenário, seguirá direto para a análise da Câmara dos Deputados.

Pessoa idosa

Na pauta de votações de 13 itens consta ainda o PL 4.974/2023, que cria a política nacional de promoção da atividade física para a pessoa idosa.

O texto busca promover a prática regular de atividades físicas e esportivas pela pessoa idosa, visando à melhoria da qualidade de vida, à promoção da saúde, à manutenção da autonomia e à redução da dependência funcional. Também prevê a presença de profissional de educação física ou de fisioterapia nos programas a serem oferecidos à população.

O projeto é de autoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO) e tem o voto favorável da senadora Leila Barros (PDT-DF), com poucas modificações em relação ao texto original.

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Esporte (CEsp) e pela Comissão de Direitos Humanos (CDH). E agora será analisado em decisão final na CAS. Se aprovado sem recursos, segue para apreciação da Câmara dos Deputados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)



FONTE

Tribuna do Tocantins

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