Categories: Política

CCJ adia votação sobre comércio de plasma humano — Senado Notícias


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) adiou a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite a comercialização de plasma humano, pelas iniciativas pública e privada, para desenvolvimento de novas tecnologias e produção de medicamentos. A PEC 10/2022, apresentada inicialmente pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), seria votada nesta quarta-feira (23) no colegiado.

O texto foi relatado pela senadora Daniella Ribeiro (PSB-PB), que apresentou substitutivo para permitir a coleta remunerada do plasma humano e sua comercialização. Atualmente, toda remoção de tecido, órgãos e substâncias humanas para pesquisa, transplante e tratamento tem sua comercialização vedada pela Carta Magna.

Segundo a relatora, os Estados Unidos da América (EUA), Alemanha, Áustria, Hungria e República Checa remuneram doadores de plasma, para facilitar a obtenção de plasma humano. Para ela, a questão é estratégica para a autossuficiência na produção de medicamentos baseados nesse material, chamados hemoderivados.

A proposta de Nelsinho apenas incluía na Constituição a previsão de lei que trataria sobre a coleta desse componente do sangue. Segundo o senador, há no Brasil grande desperdício de plasma humano, por causa da falta de regularização.

Fundo de Participação dos Municípios

O colegiado também adiou a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 70/2023, em razão de vista pedida pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Esperidião Amin (PP-SC). O projeto impede a redução dos coeficientes de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios até a publicação dos resultados definitivos do próximo censo demográfico.

O texto do senador Efraim Filho (União-PB) tem relatório favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), que questionou os resultados do Censo de 2022, afetado por diversos adiamentos e resultados diferentes de previsões esperadas.

— O projeto atende mais às necessidades dos municípios que teriam as perdas de que se trata, pois suspende essas perdas em face de dúvidas sobre a correção dos dados do censo, para que seja realizado após o Censo de 2030 — disse a senadora.

Os senadores divergiram sobre a relevância do projeto ante a sanção, em junho, da Lei Complementar 198, de 2023, que busca evitar a queda brusca desses repasses

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

NAPsi apresenta boas práticas do TJTO em evento nacional sobre saúde psíquica no trabalho

O Núcleo de Acolhimento e Acompanhamento Psicossocial (NAPsi) do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO)…

9 minutos ago

Porta-vozes do Judiciário do Tocantins participam de media training para aprimorar a comunicação institucional

Com uma apresentação bastante dinâmica e interativa, o jornalista jurídico e media trainer, João Camargo…

1 hora ago

Reconhecer a violência é o primeiro passo para impedir que ela avance

A violência doméstica contra a mulher quase nunca começa com gritos ou agressões físicas. Ela…

2 horas ago

Comitê Regional do Pop Rua Jud realiza reunião com instituições e entidades em Araguaína

A 3ª edição do Pop Rua Jud será realizada no dia 17 de abril, no…

3 horas ago

caminhos para o enfrentamento da violência doméstica no Tocantins

“Se a gente não denuncia, eles matam. Eu tive que denunciar para estar viva. Se…

5 horas ago

Poder Judiciário tocantinense designa gestores para monitorar Metas Nacionais de 2026

A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Vendramini Rosal,…

7 horas ago