Categories: Política

Ciro diz não poder reduzir carga tributária sem resolver crise fiscal


Candidato à Presidência da República pelo PDT, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes disse hoje (30) que a situação fiscal dos estados brasileiros é um obstáculo à aprovação de qualquer proposta de reforma tributária que busque reduzir a carga dos impostos.

“Nosso país está com uma crise fiscal que nos impede de solucionar qualquer problema estratégico [causado] por um conflito distributivo”, declarou Ciro a centenas de empresários que participam, em Brasília, de um evento da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) com presidenciáveis.

“O justo interesse do empresariado na redução da carga tributária e simplificação do modelo [de cobrança de tributos] colide com o centro do conflito distributivo do país, que é a dilaceração do Pacto Federativo”, afirmou o candidato, destacando que 23 das 27 unidades federativas estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece restrições à execução orçamentária.

“Nenhum deles [estados] pode abrir mão de um centavo de suas receitas”, comentou Gomes, apontando para eventuais dificuldades dos governos estaduais honrarem seus compromissos e investirem em áreas essenciais.

“Dentro de um [contexto de possível] colapso fiscal, não posso dizer que vou reduzir a carga tributária, a música que os senhores queriam ouvir. O que posso prometer é deslocar a carga tributária do consumo, carregando um pouco a mão sobre o patrimônio da pessoa física”, disse o candidato, assegurando que, se eleito, buscará taxar grandes fortunas; unificar seis impostos em um único, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e renegociar os termos do pacto federativo.

“Proponho reestruturar tudo isso. Reformular o conjunto da dívida dos estados em troca de um volume de investimentos [públicos] que possa dizer de onde virá o dinheiro para retomarmos o desenvolvimento brasileiro”, prometeu Ciro Gomes antes de criticar o Teto de Gastos – mecanismo fiscal aprovado em 2016, por meio de uma emenda constitucional que, basicamente, vincula o crescimento das despesas públicas à variação da inflação do ano anterior, por 20 anos.

Clique aqui e confira a agenda dos candidatos nesta terça-feira.



Fonte

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Em abertura do Ano Judiciário, corregedor-geral da Justiça compartilha balanço de 2025 e perspectivas para 2026

“Iniciamos o Ano Judiciário de 2026 convictos de que a Corregedoria-Geral da Justiça seguirá exercendo…

21 minutos ago

Cursos presenciais, semipresenciais e autoinstrucionais marcam a agenda da Esmat em fevereiro

O mês de fevereiro marca o início da agenda de cursos e de eventos promovidos…

1 hora ago

Prioridades do governo para 2026 incluem fim da escala 6×1, regulação do trabalho por aplicativo e segurança pública – Notícias

02/02/2026 - 17:20   Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Rui Costa (E) entrega mensagem aos presidentes…

2 horas ago

Judiciário do Tocantins disponibiliza relatórios de atividades em formato online e versão em linguagem simples

Pela primeira vez, o Poder Judiciário tocantinense publica uma versão impressa, em linguagem simples,  do…

2 horas ago

Tribunal de Justiça publica plantão da 2ª Instância para o período de 6/2 a 13/2

Portaria Nº 262 de 30 de janeiro de 2026 Dispõe sobre a escala de…

7 horas ago

Projeto idealizado pela Comarca de Araguaína arrecada material escolar e beneficia alunos de escola municipal rural

Promoção da justiça social, incentivo à educação inclusiva e fortalecimento do vínculo entre o Poder…

3 dias ago