O ano de 2026 promete entregar boas notícias para os pequenos negócios. O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para este ano. Segundo o Boletim Focus da última segunda-feira (12), 2026 deve fechar com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%. Se essa previsão se confirmar, esse seria o quinto menor índice para um ano calendário desde o início do Plano Real, superior apenas aos indicadores de 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%).
Há quatro semanas, essa previsão estava em 4,10%. O IPCA serve de referência para a inflação oficial do país. Para 2027 e 2028, as projeções são de 3,80% e 3,50%, respectivamente. O índice fechou em 4,26% em 2025, abaixo do limite de 4,5% estipulado pelo governo federal.
“Com inflação mais baixa, crescem a confiança, o consumo e o investimento – especialmente no maior motor da economia brasileira: os pequenos negócios. Quando os pequenos negócios crescem, toda a população se beneficia. E quando eles avançam, o Brasil cresce junto”, avalia o presidente do Sebrae, Décio Lima.
Os pequenos negócios podem aproveitar o crescimento de forma planejada. Isso evita estoques parados e estimula a economia, com inclusão e renda.
Décio Lima, presidente do Sebrae
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários-mínimos. Ao todo, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços). A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
PIB e Selic
Para o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, o mercado projeta um crescimento de 1,8% em 2026. Apesar da queda em relação a 2025, quando o PIB alcançou 2,3%, as previsões são de estabilidade para 2027 (1,8%) e crescimento em 2028 (2%).
A maior expectativa do mercado financeiro está na redução da taxa básica de juros, a Selic. Atualmente em 15%, ela deverá ser reduzida para 12,25%, segundo o boletim. A queda da Selic favorece o aquecimento da economia, ao tornar o crédito mais barato e estimular consumo e investimentos.
Emprego e renda
Outro marco econômico positivo recente se refere à geração de emprego e renda. De janeiro a novembro de 2025, mais de 1,3 milhão de pessoas foram contratadas com carteira assinada pelas micro e pequenas empresas brasileiras, segundo levantamento do Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Somente no mês de novembro, sete em cada 10 vagas de trabalho formal geradas estavam nos pequenos negócios. O resultado já é superior ao acumulado de 2024, quando 1,22 milhão de contratações foram realizadas.
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