Categories: Brasil

Conselho Federal de Medicina se posiciona contra a abertura de novos cursos de medicina


Órgão pediu a suspensão imediata de todos os processos de criação de novas graduações e defende a necessidade de um grupo de trabalho para discutir esta questão

Reprodução/YouTube/Conselho Federal de Medicina
Presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran da Silva Gallo, se posicionou contrário à abertura de novos cursos

Depois de cinco anos sem autorizar a abertura de novos cursos de medicina no Brasil, o Governo Federal anunciou que vai voltar a permitir a instalação de novos cursos, mas sob certas circunstâncias. Preocupado com a medida, o Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu a suspensão imediata de todos os processos de abertura de novos cursos. A discussão para estabelecimento destes cursos deverá ser feita dentro da recém criada Comissão de Gestão da Educação da Saúde, criada juntamente com a nova versão do programa Mais Médicos. Essa comissão deverá propor medidas para aumentar a oferta de profissionais nas regiões mais pobres e afastadas do país e responsável por apontar em quais áreas prioritárias os novos cursos deverão ser criados. Tal possibilidade colocou em alerta o CFM, que defende a necessidade da criação de um grupo de trabalho para discutir esta questão. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, ressaltou que as faculdades não funcionam como fator de fixação dos médicos em uma determinada localidade e que é preciso definir parâmetros mínimos para a criação destes novos cursos.

“A proposta é estabelecer parâmetros mínimos para a abertura de novas instituições, o que disciplina a questão em favor da segurança e da qualidade do atendimento (…) O CFM pediu a suspensão imediata de todos os processos para abertura de novos cursos até que o grupo de trabalho defina os parâmetros a serem seguidos”, declarou o presidente do CFM. A questão da criação dos cursos de medicina já é antiga. Durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, o Ministério da Saúde fez lobby junto ao Palácio do Planalto para barrar a abertura de novos cursos até 2023, com o intuito de tentar controlar a qualidade da formação de novos profissionais. Vencido o prazo de cinco anos da portaria que estabeleceu a proibição, o Ministério da Educação anunciou que pretende ouvir as entidades médicas para lançar editais e novos modelos de autorização e se comprometeu a discutir a situação em conjunto com o Ministério da Saúde.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin





FONTE

Tribuna do Tocantins

Share
Published by
Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Comunicado: Concurso Juiz Substituto

A Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO)…

13 horas ago

Cejusc 2º Grau realiza visitas a gabinetes e amplia articulação para fortalecer os métodos de soluções de conflitos e ações de cidadania no TJTO

Com foco na ampliação das soluções consensuais e na celeridade da prestação jurisdicional, o Centro…

14 horas ago

2ª Semana Nacional da Saúde alcança cerca de 100% de resolutividade e garante mais de 1,2 mil atendimentos no Tocantins

Com índice de 99,38% de conciliação nas audiências e mais de 1,2 mil atendimentos especializados…

15 horas ago

Poder Judiciário do Tocantins desenvolve atividade final do curso de elaboração do Plano de Contingência Socioambiental promovido pela Esmat

O Poder Judiciário do Tocantins concluiu, nesta quarta-feira (15/4), na Escola Superior da Magistratura Tocantinense…

18 horas ago

Acadêmicos do curso de Direito participam de visita guiada no TJTO

Acadêmicos do 1º período do curso de Direito da Afya Palmas participaram, nesta quarta-feira (15/4),…

2 dias ago

Senado autoriza Mato Grosso do Sul a contratar empréstimo internacional — Senado Notícias

O Senado autorizou nesta quarta-feira (15) o estado de Mato Grosso do Sul a contratar…

2 dias ago