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Deslizamento de terra deixa ao menos 16 mortos no sul do Equador


Área estava em ‘alerta amarelo’ desde fevereiro; sete pessoas estão desaparecidas e cerca de 500 desabrigadas

EFE/ José Jácome
Sobreviventes observam hoy los daños causados ​​por um deslizamento de terra, em Alausí (Equador)

As intensas chuvas registradas no Equador desde janeiro, ocasionou um deslizamento de terra em Alausí, no sul do país, na noite de domingo, 26, e provocou a morte de ao menos 16 pessoas, informou a Secretaria Nacional de Gestão de Riscos (SNGR), nesta segunda-feira, 27. Sete pessoas estão desaparecidas, 16 ficaram feridas e cerca de 500 desabrigadas, além de dezenas de casas soterradas pela lama, segundo o boletim. No Twitter, o presidente do Equador, Guillermo Lasso, disse que as equipes de bombeiros se mobilizam desde a madrugada “para atender os cidadãos afetados”. Imagens divulgadas pela imprensa local mostram dezenas de socorristas e de civis tentando remover os escombros, com a ajuda de lanternas, no meio da noite. O governo de Chimborazo indicou que está preparando centros de coleta de alimentos para atender os afetados. As Forças Armadas colaboram com o transporte de insumos para os alojamentos temporários. Por sua vez, a Cruz Vermelha está no local do deslizamento e presta “atendimento pré-hospitalar” às vítimas.

A área onde ocorreu o deslizamento estava em “alerta amarelo” desde fevereiro, devido a deslizamentos de terra. Além disso, as autoridades alertaram sobre o desabamento da estrada E35 no setor Causal, de onde caiu parte da montanha. Alausí é conhecido mundialmente pelo “Nariz do Diabo”, uma grande encosta por onde passa um trecho de uma linha férrea e que lhe deu o nome de “trem mais difícil do mundo”. Desde janeiro, as fortes chuvas já deixaram 22 mortos e 346 desabrigados no Equador; mais de 6.900 casas foram afetadas, e 72, destruídas, segundo o SNGR. As províncias mais afetadas são as costeiras de Manabí, Guayas, Santa Elena, El Oro Santo Domingo de los Tsáchilas e Los Ríos, e as andinas de Cotopaxi, Bolívar e Chimborazo. De acordo com a SNGR, desde o início do ano, foram registrados 987 eventos perigosos relacionados com os temporais, como inundações e deslizamentos de terra. Na semana passada, as chuvas e um terremoto que deixou 15 mortos obrigaram o governo a declarar estado de emergência por 60 dias em mais da metade do país, a fim de mobilizar recursos econômicos para atender os  desabrigados. Em fevereiro, as chuvas levaram à suspensão, por cinco dias, da extração de petróleo bruto, porque um oleoduto estava em perigo pela queda de uma ponte.

*Com informações da AFP





FONTE

Tribuna do Tocantins

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