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Em sessão da CPI das Pirâmides Financeiras, sócio da 123milhas nega fraudes


Ramiro Madureira falou por quase cinco horas nesta quarta-feira, 6, alegando que o modelo de negócios se mostrou equivocado e que o mercado se comportou de maneira diferente do esperado

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Madureira também disse aos deputados que confia na continuidade da empresa que está em recuperação judicial

A CPI das Pirâmides Financeiras ouviu dez pessoas ligadas à 123Milhas nesta quarta-feira, 6. O primeiro a apresentar esclarecimentos foi o sócio da empresa, Ramiro Madureira, que falou por quase cinco horas. Ele começou o depoimento pedindo desculpas aos clientes e colaboradores pelos transtornos causados e aos parlamentares pela ausência nas últimas convocações. “Como CEO da 123Milhas, gostaria de pedir minhas sinceras desculpas aos nossos ex-colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros pelos transtornos que nossa empresa os causou. Gostaríamos também de pedir desculpas aos senhores deputados dessa comissão parlamentar de inquérito pelo não comparecimento na sessão anterior. Não fizemos por nenhum descaso ou demérito a esta CPI, que se notabiliza pela combatividade no desempenho de suas altas e relevantes funções”, disse o CEO. Ramiro Madureira disse que o modelo de negócio se mostrou equivocado. Segundo o sócio, a 123Milhas acreditava que custos dos pacotes promocionais diminuiriam ao longo do tempo, mas o mercado se comportou de forma diferente do esperado e isso impossibilitou o fornecimento das passagens da linha promocional. Ele ainda negou que a operação da agência seja uma pirâmide financeira.

Para o relator da CPI, o deputado Ricardo Silva, a forma como a 123Milhas se comporta dá sinais de atuação de uma pirâmide. “Porque é então que uma passagem não emitida, com dinheiro do cidadão no caixa da empresa, vocês não pegaram esse dinheiro e apenas devolveram para a pessoa com esse argumento. Que eu até posso entender, e é por óbvio que não se compra passagem por R$ 180 por Rio de Janeiro ou de R$ 1.000 e volta para Nova York, é óbvio. É óbvio que esse é um sistema que uma hora vai ruir. Por isso que é suspeita de ser uma pirâmide financeira. Porque é que vocês não pegaram esse dinheiro, que vocês não emitiram a passagem, vocês não investiram, o dinheiro ficou com vocês. […] Mas o dinheiro foi para o seu caixa. Por que é que não devolveu para aquela pessoa?”, questionou Silva

O sócio da 123Milhas também disse aos deputados que confia na continuidade da empresa que está em recuperação judicial. Segundo o empresário, por enquanto, essa recuperação judicial abrange clientes da linha promocional, que segundo ele, correspondem a 15% das vendas da empresa. Segundo o Ramiro, os clientes de outros produtos continuam viajando sem nenhum problema. A empresa suspendeu a venda de passagens e pacotes da linha promocional no dia 18 de agosto, e disse que compensaria os clientes com vouchers. Segundo o sócio, com a reação negativa dos consumidores, a empresa resolveu pedir a recuperação judicial para manter o negócio.

Confira reportagem na íntegra:

*Com informações da repórter Iasmin Costa









FONTE

Tribuna do Tocantins

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Tribuna do Tocantins

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