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Entre páginas e histórias, projeto Leia+ incentiva a leitura e promove cidadania a milhares de pessoas no TO


Mais do que disponibilizar livros, o projeto Leia+, da Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS), tem transformado espaços de atendimento ao público em ambientes de incentivo à leitura, acolhimento e acesso ao conhecimento. Desde que passou a integrar ações externas da instituição, em setembro de 2025, a iniciativa já proporcionou contato com a leitura a aproximadamente 4,1 mil pessoas em diferentes regiões do Estado.

A primeira participação do projeto fora da sede da Corregedoria ocorreu em 12 de setembro de 2025, durante o 2º Mutirão Pop Rua Jud, realizado na Escola de Tempo Integral (ETI) Almirante Tamandaré, em Palmas. Na ocasião, cerca de 1.500 pessoas passaram pela estante do Leia+, que levou livros para um público formado, principalmente, por pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Em 2026, o projeto ampliou sua atuação e passou a integrar importantes ações de cidadania promovidas pela CGJUS. Durante a 4ª Semana Nacional do Registro Civil – Registre-se!, o Leia+ esteve presente nos cinco dias de atendimento em formato de Mesa da Leitura e Tapete da Leitura, proporcionando acesso aos livros para aproximadamente 1.500 pessoas, entre crianças, jovens e adultos que buscavam regularizar sua documentação civil.

A iniciativa também integrou a 3ª edição do Pop Rua Jud, em Araguaína, novamente com a estrutura de mesa e tapete da leitura. No evento, cerca de 500 pessoas tiveram acesso ao acervo disponibilizado pelo projeto, reforçando o compromisso da Corregedoria com ações que unem cidadania, inclusão social e incentivo à educação.

Outra importante participação ocorreu durante o EducaJus, realizado em Itacajá. No Colégio Estadual de Itacajá (CEA), o Leia+ atendeu a aproximadamente 600 pessoas, entre estudantes, professores, trabalhadores da educação e familiares dos alunos. A ação aproximou diferentes públicos da leitura e demonstrou que o livro também pode ser um instrumento de transformação nos espaços voltados à educação e ao exercício da cidadania.

Ao todo, as ações externas do Leia+ já alcançaram aproximadamente 4.100 atendimentos, consolidando o projeto como uma iniciativa que vai além da disponibilização de livros. Em cada evento, o espaço destinado à leitura torna-se um ponto de encontro entre conhecimento, cultura e acolhimento, contribuindo para democratizar o acesso aos livros e estimular o hábito da leitura entre públicos diversos.

Leitura que transforma vidas

Entre as milhares de histórias proporcionadas pelo projeto está a do pedreiro Raimundo Castro, de 68 anos. Depois de passar pela estante do Leia+, na sede da Corregedoria, ele escolheu o livro “Nunca Desista dos Seus Sonhos” do escritor Augusto Cury, e permaneceu sentado sob as árvores, em frente ao prédio, dedicado à leitura. O título parecia resumir a própria trajetória de vida.

“A gente tem que sonhar. Quando eu tinha 35 anos, estava trabalhando com um colega e percebi que não sabia ler. Pensei que precisava aprender porque estava ficando velho e, um dia, não conseguiria mais trabalhar como pedreiro. Resolvi estudar e nunca desisti de viver nem de trabalhar. Tenho saúde e vontade de aprender. Esse livro veio no momento certo”, conta.

Para o servidor Alecsandre Oliveira, responsável pelo projeto, histórias como a de seu Raimundo traduzem o propósito do Leia+, que passou a alcançar ainda mais pessoas.

“É um projeto que alcançou todo o Tocantins e demonstra, na prática, a força do reaproveitamento de livros e da leitura. Em Itacajá, por exemplo, vimos estudantes disputando exemplares para levá-los para casa. Isso mostra que estamos despertando o interesse pela leitura e promovendo acesso ao conhecimento onde ele é mais necessário.”

Integrado às ações institucionais da Corregedoria-Geral da Justiça, o Leia+ reafirma o entendimento de que promover cidadania também significa ampliar oportunidades de acesso ao conhecimento. Ao levar livros para eventos voltados à garantia de direitos, o projeto fortalece uma atuação que reconhece a leitura como ferramenta de desenvolvimento humano, inclusão social e construção da cidadania.



FONTE

Tribuna do Tocantins

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