Em entrevista à Jovem Pan, analistas debateram qual deveria ser o foco da diplomacia brasileira; Lula visitará o país asiático no fim do mês
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitará a China no fim de março. O mandatário deverá estar no país asiático entre os dias 26 e 31 de março, sendo que essa será a primeira viagem do presidente à Ásia no atual mandato. Em entrevista à Jovem Pan, o professor Marcos Vinícius de Freitas falou sobre o tema, dizendo acreditar que a viagem de Lula à China deveria ser o primeiro item na agenda internacional do governo. Segundo ele, o Brasil trata a China apenas como um comprador e não como um parceiro. “Acho que se a gente vai com a perspectiva do governo brasileiro, de uma sina de anos atrás, isso pode fazer com que nós não tenhamos o objetivo principal da visita, que é construir sinergias entre os países, e não tratar a China somente como comprador. O problema nesta história toda é que o Brasil encara a China como comprador de seus produtos, mas jamais como grande parceiro econômico que é”, disse o professor.
O economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena defende, porém, que o foco da diplomacia brasileira deveria ser fechar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. “Eu acho que destravar esse acordo, hoje, é muito mais importante do que um aprofundamento (das relações) com a China. Não estou dizendo que a China não é importante. Claro que é e vai continuar sendo, já que é nosso principal parceiro consumidor. Agora, essa China não é mais a China de 10 anos atrás”, explica. Por sua vez, Marcos Vinícius afirma que a relação econômica tem mais a oferecer ao Brasil do que parcerias com a União Europeia e os Estados Unidos. “Os chineses têm por objetivo, e tem sido muito persistentes em atingir as metas estabelecidas, chegar em 2049 a uma renda per capita de 25 mil dólares por indivíduo. Isso é discutido no mundo porque você terá na China o maior mercado consumidor da história da humanidade. Claro que faz sentido o Brasil se posicionar a favor da China, porque os outros parceiros não vão oferecer esse tipo de oportunidade”, afirmou. Já Lucena defende a manutenção de uma relação multilateral com os principais blocos econômicos do mundo. “O objetivo do principal é entender que temos interesses convergentes tanto com europeus quanto com americanos e chineses e, em alguns casos, esses interesses serão divergentes. Mas o alinhamento unilateral é desfavorável para o Brasil, da mesma maneira que uma repudia unilateral para os blocos também é”, afirmou o economista.
*Com informações do repórter João Vitor Rocha
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