Categories: Estado

Etapas da implementação da Justiça Restaurativa no Brasil são debatidas no 1º Encontro Nacional de Justiça Restaurativa, em Palmas


O contexto histórico da implementação da Justiça Restaurativa (JR) no Brasil, datado dos primeiros debates na primeira década do novo século à culminância da publicação da Resolução nº 225 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 31/5/2016, como também os avanços obtidos pela Justiça Restaurativa nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul foram os tópicos abordados na abertura do segundo dia do 1º Encontro Nacional de Justiça Restaurativa que ocorre em Palmas, no auditório do Tribunal de Justiça do Estado do  Tocantins.

Na primeira palestra, ministrada pelo desembargador Leoberto Narciso Brancher do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e membro do Comitê Gestor de Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça, foram abordados os aspectos das “Possibilidades e Desafios da Justiça Restaurativa nas Escolas”. Lembrando um caso ocorrido nas imediações de uma escola em Porto Alegre (RS), o magistrado debateu questões como o engajamento, compreensão, gestão de crise e aprendizado. “Existe dor por detrás daquilo que nos move, mas existe o maravilhamento. Ao final de um círculo doloroso sempre há um momento de maravilhamento. A Justiça Restaurativa não pode ser esquecida porque ela nasce do confronto doloroso entre vítima e ofensor”, afirmou.

No segundo momento, o juiz de direito Egberto de Almeida Penido, do Tribunal de Justiça de São Paulo, e membro do Comitê Gestor de Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça, falou sobre o processo de discussão e implementação da Justiça Restaurativa no Brasil, em abril de 2005, com a Carta de Araçatuba, durante o 1º Simpósio Brasileiro de Justiça Restaurativa, passando pela publicação da Resolução nº 225 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 31/5/2016, que versa sobre a implementação da Justiça Restaurativa no País. “No início não sabíamos sequer qual técnica ou metodologia seriam usadas. Com a Carta de Araçatuba, começamos a dar o tom dos trabalhos, mas ainda não tínhamos noção por onde começar. Escolhemos então a área da Infância e Juventude porque compreendíamos o princípio das atividades”, afirmou.

Painel
O I Painel teve como coordenadoras de mesa a Diretora Adjunta da Esmat, a desembargadora Ângela Issa Haonat e a professora doutora Christiane de Holanda Camilo, da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins). A programação do  1º Encontro Nacional de Justiça Restaurativa na Educação tem seguimento nesta sexta-feira (25) com salas temáticas na sede da Esmat, Painel e Plenária de discussão no auditório do Tribunal de Justiça, em Palmas.



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Poder Judiciário tocantinense designa gestores para monitorar Metas Nacionais de 2026

A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Vendramini Rosal,…

42 minutos ago

Tribunal de Justiça publica plantão da 2ª Instância para o período de 13/3 a 20/3

 Portaria Nº 678 de 06 de março de 2026 Dispõe sobre a escala de…

2 horas ago

Projetos de lei criminalizam o ódio às mulheres — Senado Notícias

A misoginia, que consiste no ódio ou aversão às mulheres, pode se tornar crime. É o…

2 horas ago

Nota de pesar pelo falecimento de Marli Machado de Sousa, mãe da servidora Lorenna Alves de Sousa

O Tribunal de Justiça manifesta o seu pesar pelo falecimento de Marli Machado de Sousa,…

2 dias ago

I Ecocidadania transforma reconhecimento em cuidado e acesso a direitos para catadores de Palmas

“Foi o melhor de todos os encontros que já participei.” A frase de dona Terezinha…

2 dias ago

TJTO promove tarde de teatro e reflexão em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Magistradas e servidoras do Tribunal de Justiça do Tocantins participaram, nesta sexta-feira (6/3), de um…

3 dias ago