Documento assinado pelo general Francisco Montenegro Junior diz que a falta de comunicação ‘impossibilitou o desdobramento prévio da adoção de um dispositivo preventivo de segurança’
Em ofício enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, o Exército informou que a corporação não foi acionada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República para atuar e conter a população durante os eventos daquele dia em Brasília. A resposta foi enviada ao colegiado a partir de ofício do senador Sérgio Moro (Podemos-PR). Ao não ser informado previamente sobre a necessidade da presença de tropas, conforme prevê o Plano de Operações Escudo do Planalto, o Exército destaca no documento assinado pelo general Francisco Montenegro Junior que a falta de comunicação “impossibilitou o desdobramento prévio da adoção de um dispositivo preventivo de segurança”.
O general explicou ainda que houve a convocação de forma verbal às 11h45 ao Comando Militar do Planalto, para o emprego de um Pelotão de Choque, com 30 militares. Ao longo do dia 8 de janeiro, o Exército enviou 350 militares, dos quais 198 formaram a primeira turma que chegou ao Palácio 30 minutos após ser acionada, às 12h30. Após o início das invasões, às 16h50, outros 85 militares da Base de Administração e Apoio do Comando Militar do Planalto foram deslocados. Já às 17h50, mais 40 militares do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas atuaram na contenção dos manifestantes e desocupação da área do Palácio. O ofício enviado pelo Exército pode ser lido na íntegra AQUI.
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