Desde o dia 22 de janeiro, já foram realizados o transporte e entrega e de 4.328 cestas básicas e feitas 75 remoções de indígenas doentes
A Força Aérea Brasileira está no território Yanomami, em Roraima, desde o dia 22 de janeiro e tem realizado desde o envio de cestas básicas aos indígenas, até o transporte de doentes graves para serem atendidos nos hospitais de Boa Vista, capital do Estado. A FAB já contabiliza um total de 82 toneladas de cargas, distribuídas entre mantimentos e remédios. Também foram realizados o transporte e entrega e de 4.328 cestas básicas e feitas 75 remoções de indígenas doentes acometidos de malária e desnutrição. Um hospital de campanha também foi montado pela FAB ao lado da Casa de Saúde Indígena (Casai), em Boa Vista. A unidade está equipada com aparelhos de raio-X e ultrassonografia, farmácia, laboratório de exames e leitos de internação. Em 20 dias, os militares já realizaram 1.158 atendimentos em diversas áreas como cirurgia, ortopedia, pediatria, cardiologia e ginecologia. Além do atendimento aos indígenas, a FAB também integra as forças de segurança que atuam na região, juntamente com o Exército e Marinha.
Na Operação Escudo Yanomami, os militares estão no combate ao garimpo ilegal. A Força Aérea também está no controle do espaço aéreo da região, para evitar a fuga de garimpeiros ilegais. O Ministério da Saúde enviou 6 mil teste rápidos de malária para fazer o diagnóstico rápido e frear a doença na região. A expectativa é de que os testes sejam usados durante 10 dias de ações dos agentes de saúde. Foram definidas aldeias e comunidades dentro do território Yanomami, como Surucucu e Maloca do Paapiú, para o uso inicial desses testes. As testagens são de fácil manuseio, simples de serem aplicadas, leves e podem ser levadas para áreas remotas. Mesmo os pacientes assintomáticos serão testados para que os agentes de saúde tenham uma análise precisa da situação nas aldeias. A malária é uma das principais doenças registradas no território Yanomami e ela ainda agrava os quadros de desnutrição. No ano passado, o Ministério da Saúde registrou mais de 2 mil casos de malária entre os Yanomamis.
*Com informações da repórter Paula Lobão
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