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Justiça condena três acusados de roubar, matar e queimar família no ABC a mais de 50 anos de prisão cada


Outros dois réus acusados de participar do crime ocorrido em 2020 ainda serão julgados em agosto; somadas, as penas proferidas chegam a 192 anos de prisão

Reprodução/Facebook
Carina Ramos de Abreu (á esquerda) e Anaflávia Martins Gonçalves (à direita) foram condenadas nesta quarta-feira, 14

A Justiça condenou três pessoas acusadas de roubar, matar e queimar uma família em Santo André, no ABC Paulista, em 2020. As penas somadas chegam a 192 anos de prisão, em regime fechado. O julgamento começou nesta segunda-feira, 12, mas a sentença só foi divulgada durante a madrugada desta quarta-feira, 14. O crime aconteceu em janeiro de 2020, quando Romuyuki Veras Gonçalves, de 43 anos, Flaviana de Meneses Gonçalves, de 40, e o filho deles, o estudante Juan Victor Gonçalves, de 15, foram assassinados. A filha do casal, Anaflávia Martins Gonçalves, e a então namorada dela, Carina Ramos de Abreu, foram acusadas de envolvimento no crime e condenadas ao regime fechado. Guilherme Ramos da Silva também foi condenado por participar dos assassinatos. Ao todo, cinco pessoas foram acusadas pelo Ministério Público pelos crimes de roubo, homicídio doloso qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou as defesas das vítimas), ocultação de cadáver e associação criminosa.

Os outros dois réus acusados no caso, os irmãos Juliano Ramos e Jonathan Ramos, serão julgados em agosto. Todos os acusados já estão presos e não poderão recorrer da decisão em liberdade. Somadas, as penas chegam a 192 anos de prisão. Anaflávia foi condenada a 61 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão, Carina foi condenada a 74 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão e Guilherme a 56 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o grupo simulou um assalto à residência das vítimas para poder colocar em prática o plano do assassinato sem levantar suspeitas. Após o roubo, segundo consta na denúncia, os criminosos “agrediram, entorpeceram e mataram Romuyuki, Flaviana e Juan Victor”. Os laudos apontaram que todos morreram em virtude de traumatismo craniano – eles também estavam armados e agrediram as vítimas com golpes na cabeça.





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Tribuna do Tocantins

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