Categories: Brasil

Justiça determina que governo de SP retorne ao programa nacional de livros didáticos


Secretário de Educação, Renato Feder, anunciou no início do mês que abriria mão de 10 milhões de exemplares da PNLD para alunos do ensino fundamental 2 em 2024

Marcos Santos/USP Imagens
Secretário de Educação queria retirar livros físicos para o ensino fundamental

A 4ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou liminarmente nesta quarta-feira, 16, a anulação do ato administrativo do secretário de Educação, Renato Feder, que retirou o Estado de São Paulo do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). A decisão é assinada pelo juiz Antonio Augusto Galvão de França, que atendeu a uma ação popular da deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), do deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e do vereador Celso Giannazi (PSOL). O pedido havia sido referendado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Ao conceder a liminar, o juiz apontou que o prazo para a escolha das obras do PNDL vai até o dia 23 de agosto. Portanto, haveria urgência na apreciação do pedido. “A abruta desconstituição administrativa da adesão ao programa é, em tese, apta a gerar sérios prejuízos à formação escolas dos estudantes e, também, ao erário estadual, conforme explanado pelos autores”, diz o magistrado. Segundo ele, a retirada do Estado do PNLD, determinada pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), “configura, em princípio e em tese, patente violação ao princípio constitucional da gestão democrática que deve pautar o sistema de educação pública” o que “exigiria, para a implementação de medidas como a ora em tela, profundo e amplo debate com representantes da comunidade acadêmica, dos estudantes, Conselhos Escolas, dentre outros agentes e gestores do sistema educacional do Estado de São Paulo”. No início do mês, Renato Feder anunciou que havia resolvido abrir mão de 10 milhões de exemplares de livros do PNLD para os alunos do ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) em 2024. E afirmou que também não compraria os livros para o ensino médio. Por causa disso, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito para investigar o caso, dando inclusive prazo de 10 dias para que a Secretaria de Educação apresentasse as justificativas pedagógicas e financeiras para a decisão.

*Com informações do Estadão Conteúdo





FONTE

Tribuna do Tocantins

Share
Published by
Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Mutirão do Nacom, audiências em comarcas e palestras marcam o início da 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa no Judiciário do Tocantins

A mobilização do Judiciário tocantinense para enfrentar a violência doméstica, dentro da programação da 32ª…

10 horas ago

Empresárias ocupam o centro do debate sobre poder e comunicação no Tocantins | ASN Tocantins

Empresárias, gestoras e lideranças femininas do Tocantins participam, nesta terça-feira, 10, de uma agenda especial…

11 horas ago

NAPsi apresenta boas práticas do TJTO em evento nacional sobre saúde psíquica no trabalho

O Núcleo de Acolhimento e Acompanhamento Psicossocial (NAPsi) do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO)…

11 horas ago

Porta-vozes do Judiciário do Tocantins participam de media training para aprimorar a comunicação institucional

Com uma apresentação bastante dinâmica e interativa, o jornalista jurídico e media trainer, João Camargo…

12 horas ago

Reconhecer a violência é o primeiro passo para impedir que ela avance

A violência doméstica contra a mulher quase nunca começa com gritos ou agressões físicas. Ela…

14 horas ago

Comitê Regional do Pop Rua Jud realiza reunião com instituições e entidades em Araguaína

A 3ª edição do Pop Rua Jud será realizada no dia 17 de abril, no…

15 horas ago