Kremlin diz que plano do Brasil para paz na Ucrânia merece atenção e precisa ser ouvido


Porta-voz do governo russo disse que ‘qualquer ideia que leve em conta os interesses da Rússia merece ser escutada’; Sergey Lavrov agradeceu o governo brasileiro pelo esforço para mediar o conflito

VYACHESLAV OSELEDKO / AFP
Presidente da Rússia, Vladimir Putin (R) e seu porta-voz Dmitry Peskov (L) participam da reunião do Conselho Econômico Supremo da Eurásia no Congress Hall em Bishkek em 9 de dezembro de 2022

Um dia após o chanceler russo ter agradecido os esforços do Brasil para tentar resolver o conflito na Ucrânia, que completa 14 meses do dia 24 de abril, o Kremlin disse que os esforços do Brasil para mediar a guerra na Ucrânia merecem atenção. “Qualquer ideia que leve em conta os interesses da Rússia merece atenção e certamente precisa ser ouvida”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, quando questionado sobre o plano de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo russo também informou que não viu nenhum plano para um acordo de paz apresentado pela França. Essa declaração vem em um momento que na comunidade internacional, como foco nos Estados Unidos e União Europeia, acusam o Brasil de ser favorável a Rússia. Isso porque em visita à China na semana passada, o presidente brasileiro declarou que a Ucrânia é tão culpada quanto a Rússia pelo conflito no Leste Europeu e os EUA e a UE incentivam o conflito e o Brasil não se somou às nações ocidentais para impor sanções à Rússia por sua invasão e se negou a fornecer armas para a Ucrânia. Em fevereiro, quando o conflito completou um ano, Lula sugeriu que formar um grupo de países não envolvidos na guerra para mediar a paz, dizendo a repórteres no domingo que discutiu a ideia com os líderes da China e dos Emirados Árabes Unidos. Nesta terça, a ‘Bloomberg’ informou que Emmanuel Macron, presidente francês, estava tentando trabalhar com a China para elaborar um plano que pudesse ser usado como base para negociações entre os dois lados. O Kremlin disse que viu as reportagens sobre o assunto, contudo, não entrou em contato com a França para discutir o assunto. “Não temos conhecimento da existência de nenhum plano francês, não recebemos nada do lado francês”, disse Peskov.





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