Categories: Política

Lula defende liberdade religiosa e Estado separado de igrejas


O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu hoje (9) a importância da separação entre as estruturas do Estado e a religião. Para ele, isso é uma forma de fortalecer a liberdade religiosa, permitindo que as pessoas escolham livremente a própria fé. “O Estado não deve ter religião. O Estado não deve ter igreja. O Estado deve garantir o funcionamento e a liberdade de quantas igrejas as pessoas quiserem criar”, disse, ao discursar em um encontro com evangélicos em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Lula também destacou a importância de se manter a credibilidade ao ocupar cargos de governo. O candidato deve, segundo ele, passar as informações de forma clara para a população. “Se a situação está difícil, fala que está difícil. Se está boa, fala que está boa”, acrescentou.

As políticas sociais foram destacadas ao longo da fala do candidato. Lula ressaltou a necessidade de reduzir a informalidade no país, criando empregos com carteira assinada. “O povo pobre que trabalha precisa de proteção, precisa ter garantia de que, se acontecer o infortúnio com ele, não vai ficar desprotegido, como acontece hoje”, disse.

Para a área da saúde, o candidato prometeu ampliar o acesso às especialidades médicas por meio de convênios com a rede particular de clínicas e hospitais. “A gente vai fazer convênio com a rede de especialistas nesse país para, quando o médico receitar um outro médico especialista, se tiver na rua da casa da senhora, a senhora vai naquele médico ser tratada com respeito e também utilizar as máquinas”, disse, ao enfatizar a importância de que seja possível fazer exames com os equipamentos de ponta.

No campo da educação, Lula disse que pretende adotar o ensino em tempo integral. “A gente vai melhorar a qualidade do ensino fundamental e o ensino vai ser integral a partir de agora. Porque o ensino integral tira as crianças da rua e vai dar muito mais garantias às famílias”, disse.

Depois do encontro, Lula concedeu uma entrevista a jornalistas. Ele comentou sobre o assassinato de um apoiador, em Mato Grosso, morto por um colega de trabalho em decorrência de divergência política. Acompanhado do vice, Geraldo Alckmin, o petista afirmou que um clima de ódio tomou conta do país.

“Isso é uma demonstração do clima de ódio que está estabelecido no processo eleitoral. Uma coisa totalmente anormal. Vocês estão vendo aqui duas pessoas que foram adversárias nas eleições [em referência a Alckmin], disputamos eleições, estávamos em partidos diferentes, falávamos mal um do outro. E, na hora que a gente tem que pensar no país, estamos juntos construindo uma proposta para o país. Isso é a política”, argumentou.



Fonte

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

TJTO abre inscrições para o IV Encontro Interinstitucional do Eproc e celebra os 15 anos do sistema

O Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO) sediará, de 6 a 8 de…

1 hora ago

Dorinha garante pagamentos de quase R$ 63 milhões para fortalecer saúde, obras e assistência social em 62 municípios do TO

Recursos liberados entre 2 de junho e 1º de julho beneficiam dezenas de cidades com…

2 horas ago

Nota de pesar pelo falecimento da servidora aposentada Joana Pereira Maciel Quixabeira

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da senhora…

2 horas ago

CNJ lança série de vídeos para ampliar debate sobre responsabilidades de cuidado

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio do Programa Justiça Plural, lançou a…

3 horas ago

Homem é condenado a 22 anos de prisão por homicídio qualificado no Tribunal do Júri da Capital

Em sessão realizada na terça-feira (30/6), nas dependências do Fórum da Capital, o Tribunal do…

4 horas ago

Startup do Tocantins ganha prêmio nacional no Web Summit Rio e conquista vaga para o Vale do Silício | ASN Tocantins

Uma startup nascida no Tocantins acaba de alcançar um feito que coloca o estado no…

5 horas ago