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Magistrados vestem a camisa da campanha Feminicídio Zero durante campeonato nacional de futebol


Antes do apito inicial, a mensagem de enfrentamento à violência contra a mulher ganhou espaço dentro de campo. Magistrados do Tocantins e do Rio Grande do Sul vestiram as camisetas da campanha Feminicídio Zero nesta quinta-feira (18/6), durante o Campeonato Nacional de Futebol Sênior da Magistratura, que acontece de 17 a 20 de junho, na sede campestre da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins (Asmeto), em Palmas.

O gesto simbólico reuniu juízes e desembargadores participantes da competição em torno da ação promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Tocantins (Cevid/TJTO).

Presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins (Asmeto), o juiz Allan Martins Ferreira destacou a importância da adesão dos magistrados à campanha. “É importante que todos nós passemos essa mensagem de solidariedade e de compromisso com a justiça, especialmente para as mulheres que são vítimas de violência doméstica”, disse o magistrado. “Infelizmente, ainda convivemos com números elevados de feminicídios e violência contra a mulher. Vestir essa camisa é dizer que não compactuamos com essa realidade e que estamos comprometidos com a sua transformação”, afirmou.

Ao comentar a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, o juiz ressaltou a necessidade de atenção especial aos contextos de desigualdade que marcam a vida de muitas mulheres. “É fundamental evitar a reprodução de qualquer forma de violência durante a atuação judicial. Precisamos compreender as especificidades de cada caso e garantir que a mulher seja tratada com respeito, dignidade e proteção em todas as etapas do processo”, pontuou.

 

Campanha

A mobilização integra as ações de sensibilização desenvolvidas pela Cevid para ampliar o debate sobre a prevenção e o combate à violência de gênero, reforçando que a construção de uma sociedade mais segura para as mulheres depende do compromisso coletivo de instituições e cidadãos.



FONTE

Tribuna do Tocantins

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