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Ministra dos povos originários visita Boa Vista e acompanha situação do povo Yanomami


Sônia Guajajara afirma não haver nenhuma legislação ou regulamentação para a atividade do garimpo no Estado de Roraima

FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOSonia Guajajara, ministra dos Povos Originários

Diante da crise de desassistência sanitária na reserva indígena Yanomami, em Roraima, o governo federal já garantiu a entrega de mais de 75 toneladas de mantimentos e medicamentos à população da região. O trabalho é coordenado pelo Ministério da Defesa e executado pelas Força Aérea Brasileira, que transporta os suprimentos diariamente às aldeias desde o dia 21 de janeiro. No último sábado, 4, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, foi à Boa Vista com sua equipe para verificar e documentar as ações realizadas em território Yanomami. A ministra participou de uma coletiva de imprensa para falar sobre a situação dos indígenas. Segundo ela, o garimpo na região precisa acabar. “Para que a gente consiga sair dessa situação de emergência de saúde é preciso combater a raiz, que é o garimpo. Não é possível mais que 30 mil indígenas Yanomami sigam convivendo com 20 mil garimpeiros dentro do seu território. Com a consequência da contaminação da água, não se justifica que voos continuem sobrevoando os território Yanomami, sendo que no Estado não há nenhuma autorização para exploração de minérios. Não há permissão. Então, tudo que é garimpo no território Yanomami é considerado ilegal. Portanto, precisam ser retirados imediatamente”, afirmou a ministra.

Sonia Guajajara falou falou também a respeito do grande número de voluntários interessados em auxiliar nas ações. Mas afirmou que o governo federal tem a intenção de reduzir esse contingente. “Estamos também restringindo um pouco esse voluntariado, que está chegando de todos os lugares. Tem também assim uma ansiedade, uma vontade de ajudar. Mas a base, o movimento indígena local, e a Funai precisam de tempo para organizar esse apoio que está chegando. Nós entendemos que são ações necessárias, mas é preciso o Estado, neste momento, se fazer presente e assumir a responsabilidade dessas ações”, disse. Quando questionada sobre os alimentos recebidos, a ministra afirmou que os produtos doados precisam ser selecionados: “Não é o fato de ter 1 mil toneladas ou 5 mil toneladas que vai resolver a situação. Pode ter 30 mil, não vai conseguir resolver. Nesse momento, o atendimento é identificar as prioridades e também garantir o alimento próprio que o povo Yanomami come. Não são essas cestas que vem com esses itens que compõe comumente as cestas básicas que vão resolver”. A comitiva liderada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania afirmou que continuará em missão em Boa Vista para levantar informações e diagnósticos sobre crise humanitária em territórios indígenas. Será a segunda semana consecutiva.

*Com informações da repórter Camila Yunes





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Tribuna do Tocantins

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