Mais de 12 mil processos distribuídos, quase 6 mil devolvidos e um volume de produção que já aponta para um marco histórico. Os dados constam no Relatório de Gestão do 1º Trimestre de 2026 do Núcleo de Apoio às Comarcas do Tribunal de Justiça do Tocantins (Nacom/TJTO), que iniciou o ano com resultados que consolidam uma atuação estratégica voltada às demandas mais sensíveis do Judiciário tocantinense.
Para o juiz coordenador do Nacom, Wellington Magalhães, os resultados revelam uma gestão orientada por planejamento, eficiência e compromisso com a entrega jurisdicional. “A expressiva produtividade, aliada ao apoio estratégico às unidades críticas, demonstra a maturidade institucional do modelo adotado. Mais do que números, trata-se da consolidação de uma atuação estruturante, capaz de gerar impacto real na qualidade e na celeridade da Justiça”, destacou.
A atuação do Nacom alcança 27 unidades judiciais, com foco nas comarcas em situação crítica. A estratégia inclui portarias de apoio, mutirões e ações coordenadas no âmbito do projeto “Justiça em Movimento”.
Os resultados aparecem de forma direta: 105 audiências na Semana da Paz em Casa, 330 processos despachados e intimados na Semana da Saúde e centenas de processos preparados para julgamento em comarcas como Palmeirópolis, Ponte Alta e Ananás.
O dado mais expressivo do trimestre está na produtividade judicial, com 9.075 sentenças, 5.832 decisões e 3.902 despachos. O volume representa o maior desempenho já registrado para o período e sustenta a projeção de mais de 30 mil sentenças em 2026.
No detalhamento das minutas de pronunciamentos judiciais elaboradas pelas assessorias, o relatório indica a força do trabalho técnico na sustentação da produtividade. Foram produzidas 9.363 minutas de sentenças, 5.996 de decisões e 3.509 de despachos.
Os comparativos históricos indicam crescimento contínuo da produção ao longo dos anos, o que confirma a consolidação do modelo adotado.
Próximos passos
Com os resultados do primeiro trimestre consolidados, o foco se volta à manutenção da produtividade e ao enfrentamento de desafios estruturais. Entre as prioridades estão a redução de processos conclusos há mais de 120 dias, a conclusão das demandas relacionadas ao IRDR-5 e a ampliação das ações de capacitação.
Na prática, os resultados se traduzem em maior capacidade de resposta, apoio efetivo às comarcas e avanço na entrega de uma Justiça mais ágil e eficiente para a sociedade.