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Ouvidoria Judiciária e Ouvidoria da Mulher fortalecem a escuta, ampliam a presença social e encerram o ano mais próximas da população


Porta de entrada da sociedade ao Poder Judiciário, a Ouvidoria Judiciária e a Ouvidoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) exercem papel essencial na promoção da cidadania, da transparência e do aprimoramento dos serviços públicos. Por meio desses canais, a população registra sugestões, reclamações, dúvidas, elogios e denúncias, contribuindo diretamente para o aperfeiçoamento da Justiça. Ao longo de 2025, a Ouvidoria Judiciária e a Ouvidoria da Mulher consolidaram avanços importantes na forma de se comunicar e de se fazer presentes no cotidiano das pessoas, fortalecendo o diálogo direto com o cidadão e a cidadã tocantinenses.

Comunicação mais acessível e presente nas ruas

Com foco em uma comunicação mais acessível, a estratégia foi levar os canais da Ouvidoria para onde a população está, com ações em ruas, ônibus e shoppings, apoiadas por parcerias institucionais com a Prefeitura de Palmas e centros comerciais de cidades-polo, como Araguaína, Gurupi e a Capital.

Para o ouvidor Judiciário, desembargador João Rodrigues, a iniciativa teve um propósito simples e essencial: estimular a cultura da manifestação e ampliar o acesso da população aos canais do Judiciário, qualificando o atendimento.

O ouvidor Judiciário, desembargador João Rodrigues, destacou a importância de estar na ruas: “Onde o(a) cidadão(ã) está”.

“Ouvir é um ato de Justiça. E ouvir com empatia é um compromisso com a dignidade humana. Modernizamos nossa comunicação para torná-la mais clara, acessível e fácil de usar. A Justiça só se realiza plenamente quando pode ser compreendida e acessada por todos”, afirmou o ouvidor Judiciário, desembargador João Rodrigues.

A Ouvidoria no cotidiano da população

A parceria firmada entre o TJTO e a Prefeitura de Palmas viabilizou a divulgação da campanha da Ouvidoria Judiciária nos ônibus do transporte coletivo da Capital. Trinta veículos passaram a circular com adesivos informativos nos vidros internos e na parte traseira, ampliando o alcance dos canais oficiais de atendimento, como o Disque-Ouvidoria 0800 644 4334, o telefone institucional, o e-mail da Ouvidoria e o QR Code com acesso direto à página oficial.

A ação ampliou a visibilidade do serviço e facilitou o contato da população com o Judiciário, inclusive em meio à rotina intensa do dia a dia.

Atendimento direto ao público em espaços de grande circulação

A Ouvidoria Judiciária e a Ouvidoria da Mulher também marcaram presença em ações externas realizadas em locais de grande fluxo de pessoas. Durante a Mostra Itinerante “Vozes Silenciadas: a luta de Paula por liberdade”, alusiva ao Dia da Justiça, as equipes atuaram nos shoppings Lago Center, em Araguaína; Shopping Araguaia, em Gurupi; e Capim Dourado Shopping, em Palmas.

O Shopping Lago Center, em Araguaína, foi o primeiro a receber a exposição itinerante com presença da Ouvidoria, encerrada em Palmas no Dia da Justiça – 8 de Dezembro

Nesses espaços, além de convidar o público à reflexão sobre memória, direitos e transformação social, as equipes prestaram atendimento direto, esclareceram dúvidas e receberam manifestações, reforçando a política institucional de aproximação com a sociedade.

“O papel da Ouvidoria Judiciária e da Ouvidoria da Mulher é garantir que cada cidadão e cada cidadã do Tocantins tenham voz dentro do Poder Judiciário. São espaços de escuta, acolhimento e diálogo, onde a manifestação é respeitada, analisada e transformada em melhoria. Em 2025, levamos nossos canais para mais perto das pessoas, porque a Justiça precisa estar presente onde a vida acontece, especialmente para quem mais precisa ser ouvido”, destacou o ouvidor Judiciário.

Por uma escuta empática e eficiente

A qualificação do atendimento também esteve no centro das ações de 2025. As equipes participaram de capacitação alinhada ao projeto Atendimento Nota 10, idealizado pela Ouvidoria Judiciária e promovido pelo TJTO, por meio da Escola Superior da Magistratura Tocantinense. A palestra virtual “Justiça com Empatia: Ouvidorias como Pontes para um Judiciário mais Humano e Participativo” reuniu mais de 100 participantes e reforçou a escuta empática como ferramenta essencial para um Judiciário mais acessível.

A atuação da Ouvidoria Judiciária do TJTO segue orientada pelos oito Cs: confiança, credibilidade, composição, cordialidade, confidencialidade, coragem, conformidade e comunicação.

Justiça humanitária e acolhedora

A escuta empática também se materializou em ações sociais. Durante a segunda edição do PopRuaJud, em Palmas, o ouvidor Judiciário e a ouvidora da Mulher participaram da entrega de 640 kits de higiene a pessoas em situação de vulnerabilidade social. A Ouvidoria Judiciária coordenou ainda a logística de alimentação do evento, que ofereceu mais de três mil refeições ao longo da programação.

No PopRuaJud realizado no Jalapão, uma ação conjunta da Ouvidoria da Mulher com a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar levou acolhimento, orientação e diálogo a 358 mulheres nos municípios de Mateiros, São Félix do Tocantins e comunidades quilombolas da região.

Proteção às mulheres: ouvir para proteger

A Ouvidoria da Mulher se consolidou como espaço de escuta qualificada, conscientização e promoção da equidade de gênero. O canal recebe denúncias, reclamações, sugestões e elogios relacionados à violência contra a mulher, além de orientar vítimas sobre seus direitos e encaminhar demandas às autoridades competentes.

Equipe da Ouvidoria da Mulher presente nas escolas levando informação e conhecimento sobre direitos da mulher e combate à violência doméstica e familiar

Entre as principais estratégias, destaca-se o projeto Maria nas Comunidades, que promove palestras e rodas de conversa sobre a Lei Maria da Penha. Em 2025, a iniciativa alcançou cerca de 120 alunos do 5º ao 9º ano da Escola de Tempo Integral Agroecológica Professor Fidêncio Bogo, em Taquaruçu Grande, além de participantes da terceira edição da OAB Talk, em Palmas.

A ouvidora da Mulher, desembargadora Ângela Prudente, ressalta o acolhimento à mulher para uma escuta empática

“Ouvir é o primeiro passo para proteger, acolher e transformar a realidade das mulheres que buscam Justiça”, afirmou a ouvidora da Mulher do TJTO, desembargadora Ângela Prudente.

Mulher consciente de seus direitos

Com foco na conscientização, a Ouvidoria da Mulher promoveu, durante o Agosto Lilás, uma campanha educativa nas redes sociais do Tribunal, com conteúdos voltados à informação sobre os tipos de violência, a importância da denúncia e o papel da escuta como instrumento de proteção.

A iniciativa buscou fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher por meio da orientação adequada e do encaminhamento aos serviços de proteção e apoio.

Mulher consciente de seus direitos

Com foco em sensibilizar as mulheres de seus direitos, a ouvidora da Mulher, desembargadora Ângela Prudente, realizou uma campanha educativa nas redes sociais do Tribunal – Instagram e YouTube – alusiva ao Agosto Lilás. 

A sensibilização busca o fim da violência contra a mulher com o encaminhamento adequado das demandas e a devida orientação dos serviços de proteção e de apoio àquelas que necessitarem.

Confira os vídeos da campanha 

– Agosto Lilás: Ouvidoria da Mulher, um local de denuncia seguro e acolhedor

– Agosto Lilás: os tipos de violência contra a mulher

 

– Agosto Lilás: Falar é essencial, e ouvir é o primeiro passo para o fim da violência

 

– Agosto Lilás: a violência contra a mulher não pode ser silenciada.

 

 

Rede fortalecida

Para ampliar a rede de proteção às mulheres em situação de violência, a Ouvidoria da Mulher articulou novas parcerias institucionais. A Secretaria de Estado da Mulher e o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins aderiram ao projeto Maria nas Comunidades, fortalecendo a atuação integrada e ampliando o alcance das ações em todo o Estado.

“Nosso papel vai além de receber manifestações. Informamos, orientamos e encaminhamos. Levamos conhecimento sobre direitos, especialmente sobre a Lei Maria da Penha, porque a informação é uma ferramenta poderosa de proteção e transformação. Em 2025, fortalecemos o Maria nas Comunidades para ampliar nossa presença nas escolas, comunidades e ações sociais. Estar presente é essencial para construir confiança e fortalecer a rede de proteção”, concluiu a ouvidora da Mulher.



FONTE

Tribuna do Tocantins

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