O senador Márcio Bittar (União-AC) destacou, em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (28), a situação do povo ianomâmi, que enfrenta uma grave crise sanitária e humanitária. Para o senador, é necessário que as autoridades olhem para o problema do povo ianomâmi sem ideologia, para identificar que “o erro está no fato de o Brasil proibir os índigenas de utilizarem todo o potencial de suas terras”.
— É de se estranhar que uma comunidade pequena, que mora numa área que é do tamanho de Pernambuco, esteja passando fome em cima de riquezas. (…) Infelizmente hoje o Norte ganhou do Nordeste: é a região mais pobre do país. Até quando o Brasil vai permitir passivamente que essa região, riquíssima em potencial, sustente os piores índices de desenvolvimento humano? Peguem saneamento básico: o Norte não tem 8% de saneamento básico, de esgoto! O meu estado não tem 50% de água tratada! — questionou.
O senador lembrou que existe uma ideia antiga para que os povos indígenas possam fazer o mesmo que os indígenas norte-americanos fazem: “explorar os recursos naturais de suas terras”. Ele também observou, que para evitar a destruição dessas comunidades, o Brasil deve “mudar a legislação para regulamentar a extração de ouro e minério da região de forma legal, gerando emprego e renda para o Brasil país”.
Bittar ainda ressaltou o que considera a “hipocrisia” dos países que se dizem preocupados com as questões ambientais e climáticas da Amazônia. Ele citou como exemplo França, Alemanhã e Noruega. Para ele, a preocupação dessas nações é apenas econômica:
— (…) há uma multinacional norueguesa que explora na Amazônia, uma das maiores mineradoras do mundo, que recebeu uma isenção no Brasil de R$ 7,5 bilhões, e deu para o Fundo Amazônia R$ 1 bilhão. E há quem aqui no Brasil aplauda a Noruega, como se estivesse fazendo um grande serviço ao paí.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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