Categories: Estado

Pedido de vista adia votação de projeto que proíbe registro de uniões poliafetivas – Notícias


18/12/2023 – 19:20  

Bruno Spada / Câmara dos Deputadas

Erika Kokay: projeto fere princípios constitucionais, como o direito à intimidade

Terminou com pedido de vista da deputada Erika Kokay (PT-DF), a reunião da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados realizada nesta segunda-feira (18), convocada para discutir e votar o projeto (PL 4302/16) que proíbe o reconhecimento de união poliafetiva no Brasil. São chamadas uniões poliafetivas casamentos entre mais de duas pessoas. Com o pedido, a proposta somente poderá ser votada depois de duas sessões do Plenário.

De acordo com a deputada Erika Kokay, o projeto fere princípios constitucionais, como o direito à não discriminação e à intimidade.

“Essa é uma matéria que fere o direito à intimidade, que fere o princípio da não discriminação, o direito à construção de relações familiares que assegurem a felicidade e o próprio afeto. Esta matéria fere direitos fundamentais, que são o direito à felicidade, à afetividade, o direito, inclusive, a usufruir de um patrimônio construído coletivamente”, disse a deputada.

No caso de relações poliafetivas, o projeto condiciona a divisão à comprovação de que o indivíduo contribuiu para a construção dos bens comuns. Na opinião de Erika Kokay, mesmo que um dos cônjuges não trabalhe, deve ter direito aos bens adquiridos na vigência da relação, uma vez que provavelmente contribuía com os trabalhos domésticos.

Ao defender a aprovação do projeto que proíbe uniões entre mais de duas pessoas, o relator do texto, deputado Filipe Martins (PL-TO), afirma que há cartórios reconhecendo essas configurações familiares “ao arrepio da legislação”. Para o deputado, essa situação provoca “insegurança jurídica para as instituições ‘casamento’ e ‘união estável'”.

Segundo a deputada Erika Kokay, o Brasil já contabiliza “pelo menos nove uniões poliafetivas” reconhecidas pela via judicial. Para a parlamentar, isso ocorre porque o direito tem de avançar no mesmo sentido em que as relações sociais evoluem.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Vai para a Câmara projeto que combate violência contra mulher no turismo — Senado Notícias

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (18) projeto que cria medidas de combate à violência contra…

16 horas ago

Debate na Câmara defende concessão de hidrovias na região Norte, mas com controle social – Notícias

19/03/2026 - 18:20   Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Otto Burlier descartou a hipótese de “privatização…

16 horas ago

CDH aprova protocolo em escolas para casos de misoginia e racismo — Senado Notícias

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, nessa quarta-feira (18), o projeto que estabelece um…

17 horas ago

TJTO realiza a exposição “Talentos que Transformam” pelo Dia Internacional da Síndrome de Down na segunda-feira (23/3)

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) realiza, na próxima segunda-feira (23/03), a exposição “Talentos…

2 dias ago

TJTO e UFT realizam reunião para alinhamento de projetos estratégicos para fortalecimento da gestão ambiental e fundiária no Tocantins

A reunião, realizada nesta terça-feira (17/03), entre o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) e…

2 dias ago

como o Judiciário atua na proteção de mulheres em situação de violência doméstica

As mulheres que sofrem violência doméstica enfrentam não apenas as agressões, mas também dúvidas e…

2 dias ago