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PF mira organização criminosa suspeita de oferecer ‘cardápio’ e ‘delivery’ de drogas no Sul


Ação ocorre em cinco cidades gaúchas e uma em Santa Catarina; corporação estima que o valor de patrimônio do grupo seja de R$ 2,5 milhões

Divulgação/Polícia Federal
Ação mobiliza mais de 120 policiais federais

A Polícia Federal (PF) mira uma organização criminosa suspeita de oferecer um cardápio e delivery de drogas. A operação denominada Maturin foi deflagrada nesta quinta-feira, 3, e mobiliza 120 policiais federais para o cumprimento de 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e contou com apoio Receita Federal e de policiais militares (Brigada Militar) e penais (Susepe). Até o início da noite desta quinta, 14 pessoas haviam sido presas, sendo 13 no RS e um em Santa Catarina. As ordens judiciais foram cumpridas em Santa Maria, Restinga Seca, Júlio de Castilhos, Caçapava do Sul e Arroio dos Ratos, no RS, e uma em Palhoça, em Santa Catrina. Segundo a corporação, as investigações começaram em agosto de 2022. Na ocasião, os agentes localizara um “cardápio de drogas” em uma investigação sobre moeda falsa. “A apresentação do cardápio, a quantidade e diversidade das substâncias oferecidas chamou atenção dos investigadores, levando à instauração de novo inquérito policial, com foco específico no tráfico de drogas”, informou a PF. A corporação estima que o valor de patrimônio da organização seja de R$ 2,5 milhões. A PF busca encerrar empresas que seriam de fachada e bloquear valores em contas bancárias.

Ainda segundo a corporação, as investigações indicaram que a venda dos entorpecentes acontecia por meio de aplicativos de mensagens. A entrega era realizada por mototaxistas a mando da organização. De acordo com a PF, os suspeitos utilizavam codinomes e diversos meios na tentativa de ocultar suas identidades e dos usuários. As investigações apontam ainda que a comercialização de drogas ocorria com a utilização de “mulas”, pessoas responsáveis pelo transporte e estoque dos entorpecentes em diferentes municípios. “A organização recorria de aplicativos de caronas pagas e aluguéis de imóveis por temporada para operacionalizar a logística do tráfico”, disse a corporação. As investigações evoluíram e os agentes conseguiram identificar o líder da organização e mapeou os fornecedores e “laranjas” usadas para lavagem de capitais e os transportadores das substâncias ilícitas. Segundo a PF, foram realizadas cinco apreensões de drogas, nas cidades de Santa Maria, Porto Alegre e Gravataí, entre novembro do ano passado e abril de 2023. Foram constatados, ainda, atos de lavagem de capitais, como ocultação de veículos, imóveis rurais e o uso de empresas de fachada para dissimulação da origem ilícita dos recursos.





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Tribuna do Tocantins

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