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Polícia Federal prende mulher que pichou ‘perdeu, mané’ na sede do STF no dia 8 de janeiro


Agentes cumprem outros 31 mandados de prisão preventiva e 46 de buscas e apreensões, na oitava fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada em nove Estados na manhã desta sexta

TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO – 08/01/2023
Frase ‘perdeu, mané’ foi pichada na sede do Supremo Tribunal Federal, a mais depedrada nas ações de vandalismo do dia 8 de janeiro

A Polícia Federal cumpre 46 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão preventiva em nove Estados e no Distrito Federal em uma operação que deflagrou na manhã desta sexta-feira, 17. Trata-se da oitava fase da Operação Lesa Pátria, que visa identificar pessoas que participaram, financiaram, omitiram-se ou fomentaram os fatos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por vândalos. Entre os presos está uma mulher que pichou a estátua símbolo da Justiça que fica em frente à sede do STF com as palavras “perdeu, mané”. Ela foi detida no início da manhã. Ainda não foram divulgadas outras informações sobre ela. Os Estados onde a 8ª fase da operação ocorre são Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo, além de Brasília. Segundo a PF, os fatos investigados no âmbito da operação constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A PF prendeu em flagrante no dia 9 de janeiro 2.151 pessoas, suspeitas de participarem das ações de vandalismo do dia 8 de janeiro, quando estavam concentradas em frente ao quartel do DF. Deste número, 745 foram soltas após identificação. Atualmente, estão presos atualmente 86 mulheres e 208 homens. Nesta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liberdade provisória a mais 129 denunciados, considerando que os manifestantes não representam mais risco processual ou à sociedade neste momento. A decisão teve um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os denunciados respondem por incitação ao crime e associação criminosa. Medidas cautelares foram aplicadas aos libertados, como o uso de tornozeleira eletrônica e impossibilidade de usar as redes sociais.





FONTE

Tribuna do Tocantins

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