Categories: Mundo

População mundial não deve superar 9 bilhões de pessoas em 2050, como previsto antes, diz estudo


Dois novos cenários possíveis foram traçados pela Earth4All para a Global Challenges Foundation, nos quais, no máximo, o planeta atingirá uma população de 8,6 bilhões

Banco de imagens/Pixabay/Vania dos Santos vvaniasantoss
Índia vai superar a China em 2023 como país mais populoso

Uma nova projeção estima que a população mundial pode chegar, no máximo, a 9 bilhões de pessoas em meados deste século, um número significativamente inferior às últimas estimativas demográficas de destaque, incluindo as da Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo vai além e afirma que se o mundo der um “salto gigante” no investimento em desenvolvimento econômico, educação e saúde, a população mundial poderá chegar a um máximo de 8,5 bilhões de pessoas em 2050. As novas projeções constam em um estudo da iniciativa Earth4All para a Global Challenges Foundation. Para fazer essas projeções, a equipe de pesquisa usou um novo modelo de dinâmica de sistemas com dois cenários neste século. No primeiro, o mundo continuaria se desenvolvendo economicamente como nos últimos 50 anos, e muitos dos países mais pobres sairiam da pobreza extrema. Nesse cenário, os pesquisadores calculam que a população mundial pode atingir o pico de 8,6 bilhões em 2050, antes de cair para 7 bilhões em 2100. No segundo cenário, os pesquisadores estimam que a população chegará a 8,5 bilhões de pessoas por volta de 2040, no máximo, e depois ela diminuiria para cerca de 6 bilhões até o final do século. Mas isso só seria alcançado, segundo a pesquisa, “por meio de investimentos sem precedentes” para aliviar a pobreza – particularmente em educação e saúde – juntamente com uma mudança extraordinária nas políticas de segurança alimentar e energética, desigualdade e igualdade de gênero. Nesse cenário, a pobreza extrema desapareceria em uma geração (até 2060), com forte impacto nas tendências demográficas globais.

“Sabemos que o rápido desenvolvimento econômico dos países de baixa renda tem um enorme impacto nas taxas de fertilidade. As taxas de fertilidade diminuem à medida em que as meninas acessam a educação, e as mulheres se tornam economicamente empoderadas e têm acesso a uma melhor atenção sanitária”, disse Per Espen Stoknes, chefe do Projeto Earth4All e diretor do Centro de Sustentabilidade da Norwegian Business School. “Poucos modelos líderes simulam simultaneamente o crescimento demográfico, o desenvolvimento econômico e suas conexões”, acrescentou Beniamino Callegari, membro da equipe de modelagem da Earth4All. A análise levou em conta dez regiões do mundo, incluindo África subsaariana, China e Estados Unidos. A equipe também analisou a conexão entre a população e o alcance dos limites planetários, ligados à capacidade de carga da Terra.

Ao contrário de mitos populares, a equipe descobriu que o tamanho da população não é o principal fator para ultrapassar os limites planetários, como a crise climática, mas o aumento que está desestabilizando o planeta são os altíssimos níveis de pegada de carbono dos 10% mais ricos do mundo. “O principal problema da humanidade é o consumo luxuoso de carbono e biosfera, não a população. Os lugares onde as populações estão crescendo mais rapidamente têm pegadas ambientais extremamente pequenas por pessoa em comparação com lugares que atingiram o pico populacional há muitas décadas”, disse Jorgen Randers, da Earth4All. Segundo as projeções demográficas da equipe, toda a população poderia alcançar condições de vida acima do nível mínimo das Nações Unidas sem mudanças significativas nas atuais tendências de desenvolvimento, desde que os recursos fossem distribuídos igualmente. A pesquisa também conclui que, nos atuais níveis de população, é possível que todo o mundo escape da pobreza extrema e supere um patamar mínimo para uma vida digna com acesso a alimentos, abrigo, energia e outros recursos, embora isso exija uma distribuição (muito mais) equitativa dos recursos. “Uma boa vida para todos só é possível se reduzir o uso extremo de recursos por parte da elite rica”, concluiu Randers.

*Com informações da EFE





FONTE

Tribuna do Tocantins

Share
Published by
Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Abertas até 31 de julho as inscrições para a segunda edição da Mentoria sobre Autocuidado com práticas naturais e meditação

Magistrados(as), servidores(as) e estagiários(as) do Poder Judiciário do Tocantins já podem se inscrever para a…

3 dias ago

CNJ promove dia 27/7 evento que marca os 20 anos da primeira condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos

Os 20 anos da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos…

3 dias ago

Fé, história e turismo: Porto Nacional apresenta legado do Padre Luso na ExpoCatólica | ASN Tocantins

A história de fé que marca Porto Nacional ganha destaque nesta semana, em São Paulo,…

3 dias ago

“São as mulheres que sempre estão na luta”, diz líder quilombola no Dia da Mulher Negra

Neste 25 de julho, data em que são celebrados o Dia Internacional da Mulher Negra…

3 dias ago

Nota de Pesar pelo falecimento da oficiala titular do Cartório de Registro de Imóveis de Porto Nacional, Bertilha Alves Leite

O Tribunal de Justiça do Tocantins, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, manifesta profundo pesar…

3 dias ago

Comissão aprova projeto que permite a municípios inadimplentes manterem convênios com a União

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Ricardo Ayres, relator da proposta A Comissão de Constituição e Justiça…

3 dias ago