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Portal do Ministério Público do Estado do Tocantins


Por iniciativa da 19ª Promotoria de Justiça da Capital, ocorreu nesta quarta-feira, dia 14, na sede do Ministério Público do Tocantins (MPTO), em Palmas, reunião para discutir os problemas enfrentados na ala de Neurologia do Hospital Geral de Palmas (HGP). O promotor de Justiça Thiago Ribeiro Franco Vilela ouviu do secretário de Saúde do Tocantins, Carlos Felinto Júnior, um conjunto de medidas para solucionar os problemas.

Com o objetivo de regularizar as cirurgias eletivas na área de neurologia, o secretário anunciou a renegociação dos valores pagos pelos plantões extras, visando atrair mais profissionais, já que a escassez de neurocirurgiões é um dos principais obstáculos para a realização das cirurgias.

Outra solução apresentada é a destinação de recursos do Programa de Aprimoramento da Gestão Hospitalar (PAGH-Cirúrgico) para complementar a remuneração dos médicos que atuam na especialidade. A proposta será apresentada aos neurocirurgiões na próxima segunda-feira, 19.

Carlos Felinto Júnior informou ainda que está em tratativa a contratação de serviços da rede privada para agilizar o atendimento aos pacientes que aguardam por cirurgias eletivas, desafogando a fila de espera.

Para garantir que as cirurgias realizadas no HGP tenham continuidade no pós-operatório, o secretário destacou a recente inauguração de uma ala com nove leitos semi-intensivos, destinados a pacientes que passaram por cirurgias de grande porte, incluindo as neurológicas. A falta de UTIs era uma das causas de atraso das cirurgias e aumento da fila de espera.

Terceirização da limpeza

A limpeza do HGP, outro ponto crítico apontado na vistoria do MPTO, será totalmente terceirizada. A estimativa, segundo o secretário Carlos Felinto, é que a fase interna do processo licitatório seja concluída em 60 dias, quando será lançado o edital. A expectativa é que a empresa assuma o serviço ainda este ano. Atualmente, apenas 110 servidores são responsáveis pela limpeza do hospital, número insuficiente, principalmente considerando que o hospital já contou com 271 pessoas para atender à demanda nessa área.

Vistoria 

O encontro foi motivado por uma vistoria realizada no dia 6 de agosto, em que o Ministério Público constatou problemas como a suspensão de cirurgias neurológicas eletivas, falta de profissionais e deficiências na limpeza do HGP. “O Ministério Público acompanha de perto a situação do HGP para garantir que as medidas anunciadas sejam implementadas e que os pacientes tenham acesso a atendimento médico adequado”, explicou o promotor de Justiça.

(Teste: Geraldo Neto / Ascom MPTO)





FONTE

Tribuna do Tocantins

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