Categories: Estado

Portal do Ministério Público do Estado do Tocantins


O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ingressou, na sexta-feira, 29, com ação civil pública contra os vereadores de Araguaína Ygor Souza Cortez e Marco Antônio Duarte da Silva, em razão de manifestações discriminatórias contra a comunidade LGBTQIAPN+ em suas redes sociais. 

Na ação, a 6ª Promotoria de Justiça de Araguaína requer que os parlamentares sejam condenados a pagar R$ 100 mil (cada um deles) a título de indenização por danos morais coletivos, a se retratar publicamente no mesmo meio em que veicularam as mensagens e a remover o conteúdo discriminatório.

Os fatos
As manifestações discriminatórias dos vereadores aconteceram em 2021. Em suas respectivas redes sociais, eles repudiaram uma postagem realizada no Instagram pelo município de Araguaína, alusiva ao Dia dos Namorados, que celebrava o primeiro casamento homoafetivo oficializado na cidade após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A 6ª Promotoria de Justiça de Araguaína avalia que a manifestação dos vereadores ofende a dignidade de um grupo social historicamente vulnerável e alimenta práticas discriminatórias. 

A atitude também seria incompatível com o compromisso que os parlamentares deveriam ter, enquanto agentes públicos, com princípios que regem a administração pública e com os fundamentos republicanos, entre os quais os da cidadania e a da dignidade da pessoa humana.

“Os atos praticados pelos vereadores, ao se utilizarem de suas posições públicas para emitir opiniões que incitam a discriminação, caracterizam desvio de finalidade em sua atuação parlamentar, comprometendo a função pública para a qual foram investidos”, diz trecho da ação civil pública.

Tentativa de acordo
A ação judicial foi antecedida por uma tentativa de acordo, proposta pela 6ª Promotoria de Justiça de Araguaína com o objetivo de garantir a retratação dos vereadores e a reparação do dano moral causado, mas a proposição foi recusada. 

“A negativa demonstra uma postura clara de intolerância frente à diversidade, e com nítido desrespeito ao princípio fundamental da dignidade humana consagrada na Constituição Federal de 1988, pois, mesmo diante da possibilidade de corrigir suas atitudes, ratificaram a exclusão de grupo social já historicamente vulnerável”, diz outro trecho da ação.

A ação judicial é assinada pela Promotora de Justiça Kamilla Naiser Lima Filipowitz.





FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

CNJ registra iniciativa da Esmat e ações do TJTO que levam memória da escravidão ao público

O Relatório Final do Grupo de Trabalho “Memória da Escravidão e da Liberdade”, do Conselho Nacional de…

1 hora ago

Webinário sobre memória da escravidão e da liberdade do CNJ será realizado nesta quinta-feira (19/2); inscrições abertas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove, no dia 19 de fevereiro, às 15h, o Webinário…

3 horas ago

Senadora Dorinha prestigia última noite do Capital da Fé e anuncia recursos para 2027 • Senadora Professora Dorinha

A senadora Professora Dorinha (União) participou, nesta terça-feira, 17, da última noite da 10ª edição…

4 horas ago

Agenda de Carnaval em Dianópolis e Porto Nacional amplia apoios à pré-candidatura de Dorinha • Senadora Professora Dorinha

A senadora Professora Dorinha (União) foi prestigiar um dos carnavais mais tradicionais do Estado nesta…

1 dia ago

TJTO leva campanha contra a importunação sexual ao carnaval de Palmas e do interior do Estado

Não é não e tá dito! A mensagem simples e direta, estampada nos leques informativos…

2 dias ago

Prefeito de Taguatinga declara apoio à pré-candidatura de Dorinha ao Governo do Tocantins durante visita no Carnaval • Senadora Professora Dorinha

A pré-candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra (União) ao Governo do Tocantins ganhou um importante…

2 dias ago