Categories: Estado

Portal do Ministério Público do Estado do Tocantins


O segundo dia de programação do II Congresso Estadual do Ministério Público do Tocantins (MPTO) contou, na manhã desta quinta-feira, 30, com a participação de renomados membros do MP brasileiro, que abordaram importantes temas envolvendo a atuação ministerial.

Gregório Assagra, procurador de Justiça aposentado de MG, e Rafael de Oliveira Costa, promotor de SP, participaram do painel “Ministério Público Resolutivo e a Justiça Multiportas”, que foi mediado pelo procurador de Justiça do MPTO, Miguel Batista de Siqueira Filho.

“Não adianta falar em liberdade, segurança, educação, saúde, se não houver o acesso à Justiça. Precisamos ter instituições fortes para proteger os direitos da população. E o Ministério Público faz parte disso. É a natureza da nossa instituição”, disse Gregório.

Ele acrescentou, ainda, que o Judiciário precisa oferecer diversas possibilidades ao cidadão. “É por meio da sentença? De conciliação? De mediação? Seja o que for, os problemas e os conflitos devem ser resolvidos, de qualquer forma”.

Na mesma temática, o promotor de Justiça Rafael de Oliveira Costa disse que os membros do Ministério Público brasileiro precisam entender, cada vez mais, que a solução de problemas estruturais “exige uma abordagem distinta da tradicional”.

“Devemos realizar atos de cooperação, diálogo, adotando técnicas de conciliação e mediação. Muitas vezes vemos Ações Civis Públicas ‘intermináveis’, e mesmo com sentença favorável, muitas vezes inexequíveis. Por isso é importante escolher outros caminhos”, afirmou.

2º painel

O promotor de Justiça do MPES, Hermes Zaneti Júnior, falou sobre “Litígios Estruturais e Abordagens Jurídicas das Políticas Públicas”. Ele também abordou sobre resolutividade e defendeu uma atuação unificada entre os MPs.

“A gente precisa ter clareza de que o acordo é muito importante no nosso dia a dia. Temos o dever de promover, em alguns casos, a conciliação, a autocomposição. A Justiça pode ser feita, sim, dessa forma. O MP precisa, em algumas situações, transformar a sua forma de atuação, além de trabalhar de forma mais unificada. Compartilhamos dos mesmos problemas e deveríamos usar as estratégias eficientes que dão certo”, disse. (Texto: João Pedrini/MPTO)





FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

I Semana da Gestão de Excelência é tema da 15ª edição do Podcast Vozes

A I Semana da Gestão de Excelência, realizada entre os meses de abril e maio…

8 horas ago

Comarca de Araguacema suspende prazo e expediente durante feriado de aniversário do município nesta segunda e terça (27 e 28/7)

Não haverá expediente forense nesta segunda-feira (27/7) e terça-feira (28/7) na Comarca de Araguacema em…

12 horas ago

Tribunal de Justiça do Tocantins publica plantão da 2ª Instância para o período de 31/7 a 7/8

Portaria Nº 2324 de 24 de julho de 2026Dispõe sobre a escala de plantão…

13 horas ago

Quase metade dos pequenos negócios no país já enfrentou tentativas de golpes digitais ou por telefone | ASN Tocantins

A digitalização representou um ganho de competitividade e produtividade para as empresas brasileiras, mas também…

15 horas ago

Abertas até 31 de julho as inscrições para a segunda edição da Mentoria sobre Autocuidado com práticas naturais e meditação

Magistrados(as), servidores(as) e estagiários(as) do Poder Judiciário do Tocantins já podem se inscrever para a…

3 dias ago

CNJ promove dia 27/7 evento que marca os 20 anos da primeira condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos

Os 20 anos da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos…

3 dias ago