Categories: Estado

Portal do Ministério Público do Estado do Tocantins


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou, na quarta-feira, 24, denúncia criminal contra 10 pessoas, acusadas de participar de uma organização criminosa que atuava em Palmas e Colinas do Tocantins, envolvendo despachantes e servidores do Detran nas duas cidades.

A denúncia decorre de investigações do Gaeco, que incluíram a realização da operação Scammers, deflagrada em outubro de 2022.

Conforme a denúncia, um despachante, que é proprietário de uma autoescola em Palmas e sócio de igual estabelecimento em Colinas, estruturou e liderou o esquema criminoso, ao cooptar servidores do Detran para que agissem em benefício dos seus empreendimentos, agilizando e fraudando processos mediante o pagamento de propinas.

É relatado que o despachante apresentava as demandas, que eram executadas pelos servidores do Detran sem que fosse observado o rigor processual e a própria legalidade de algumas das tarefas.

Eram demandados aos funcionários do Detran, por exemplo, acesso a informações sigilosas internas, aberturas e cancelamentos de processos, auditorias, consultas, transferências de veículos, emissões de documentos, entre outras, repassadas de acordo com o cargo e as atribuições de cada servidor.

O grupo teria atuado de forma articulada, pelo menos, entre 2020 e 2022. Neste último ano, a operação Scammers desarticulou o esquema. Informações extraídas de celular apreendido na operação, juntamente com análises de movimentações bancárias (com sigilo afastado pela Justiça), fundamentam a denúncia do Gaeco.

Denunciados
Os denunciados são o líder do esquema, seu irmão (que atuava como despachante não autorizado e que é sócio da autoescola de Colinas) e sua filha, que operacionalizava a parte financeira.

Também são denunciados dois servidores do Detran lotados em Palmas e três lotados em Colinas, além da esposa e da mãe de um dos servidores, que emprestaram suas contas bancárias para parte das movimentações financeiras, na tentativa de ocultar o pagamento de propinas.

Eles foram denunciados pelo Gaeco pela prática dos crimes de corrupção ativa,  corrupção passiva e organização criminosa.

Texto: Flávio Herculano – Ascom MPTO





FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

A Copa acabou. E agora? Veja como transformar o estoque temático em oportunidade de vendas | ASN Tocantins

A seleção brasileira encerrou prematuramente sua participação na Copa do Mundo frustrando o sonho do…

15 minutos ago

Definida a ordem das provas orais do concurso para juiz substituto em sessão pública no Tribunal Pleno

Definida a ordem das provas orais do concurso para Juiz Substituto do TJTO em sessão…

40 minutos ago

Comissão de Sustentabilidade visita gabinete da vice-presidente do Judiciário e destaca pioneirismo em cenário nacional

“Assim como fomos referência no eproc, agora os tribunais nos procuram para subsidiar a implantação…

19 horas ago

TJTO inicia penúltima etapa do Concurso para Juiz Substituto nesta terça-feira (14/7)

O Tribunal de Justiça do Tocantins inicia, nesta terça-feira (14/7), a prova oral para os…

20 horas ago

Decisão judicial determina que município de Formoso do Araguaia regularize serviço de saúde bucal sob pena de multa

Em decisão provisória (liminar) proferida nesta segunda-feira (13/7), a juíza Cibele Maria Bellezia, da 1ª…

21 horas ago

Mestrando lança plataforma sobre representatividade racial na magistratura

O mestrando Paulo Everton Ngozi Silva Lima, integrante da Turma XIII do Programa Associativo de…

22 horas ago