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Pontos-chave:

  • Diagnóstico participativo
  • Comunidade quilombola Kalunga do Mimoso
  • Garantia dos direitos fundamentais da comunidade quilombola
  • Elaboração de políticas públicas mais adequadas às demandas da comunidade

Para compreender as necessidades da comunidade quilombola Kalunga do Mimoso, o Projeto Luzeiro, uma iniciativa do Ministério Público do Tocantins (MPTO) executada pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Superior do Ministério Público (Cesaf/ESMP), realizou no último final de semana, 25 e 26, a Oficina sobre Diagnóstico Rural Participativo (DRP) para Povos e Comunidades Tradicionais no município de Arraias.

Esta é mais uma etapa da execução do projeto que está sendo realizada em parceria com a Promotoria de Justiça de Arraias.

Capacitando a equipe 

A oficina contou com a participação de cerca de 40 pessoas, entre as quais o promotor de Justiça João Neumman, estagiária do MPTO, moradores da comunidade Kalunga do Mimoso, estudantes e professores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e servidores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A atividade teve como foco a capacitação das equipes de pesquisa que atuarão na coleta de dados para a elaboração do diagnóstico participativo da comunidade.

Ao longo dos dois dias de atividades, os participantes receberam treinamento aprofundado sobre a aplicação dos instrumentos de pesquisa que serão utilizados na coleta de informações. O DRP, metodologia que envolve ativamente a comunidade no processo de diagnóstico e planejamento do seu próprio desenvolvimento, permitirá a identificação de problemas, prioridades e soluções, subsidiando a elaboração de projetos e políticas públicas mais adequadas às demandas da comunidade quilombola Kalunga do Mimoso.

Próximos passos

A próxima etapa do projeto será a coleta de dados, que ocorrerá entre os dias 10 e 14 de junho. As equipes de pesquisa visitarão as famílias da comunidade, realizando entrevistas e coletando informações sobre diversos aspectos da vida local, como saúde, educação, trabalho, cultura e meio ambiente.

Comunidade no centro

“O Projeto Luzeiro tem o compromisso com a promoção do desenvolvimento local, com base na participação popular, valorizando os saberes e experiências dos membros da comunidade quilombola Kalunga do Mimoso, o que resultará na construção de soluções mais justas e sustentáveis”, explica a coordenadora de ensino do Cesaf/ESMP, Cleivane Peres dos Reis, que ministrou a oficina.

Comunidade Kalunga do Mimoso presente

Com grande entusiasmo, a senhora Iraci Soares de Sousa Araújo, moradora da comunidade quilombola Kalunga do Mimoso, enfrentou um trajeto de 120 km em estrada de terra e demonstrou sua dedicação e compromisso com o desenvolvimento da comunidade, ao comparecer à capacitação do Projeto Luzeiro. “Acordamos cedo e viemos com muita expectativa para participar dessa oficina. Eu acredito que esse projeto vai ser muito significativo para a comunidade Kalunga do Mimoso”, destacou.

Aprendendo e contribuindo

Rafael Soares dos Santos, membro da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso e estudante de licenciatura em Matemática pela UFT, também participou ativamente da oficina realizada no âmbito do Projeto Luzeiro e compartilhou suas experiências e perspectivas sobre a capacitação. “Minha principal motivação para participar da oficina foi adquirir conhecimentos sobre a metodologia de diagnóstico participativo. Foi muito importante para minha formação acadêmica e será importante para o desenvolvimento da comunidade Kalunga do Mimoso”.

Parcerias

O professor do curso de Direito do campus da UFT em Arraias, doutor Pedro Cuco, afirmou que a oficina proporcionou uma capacitação completa e abrangente aos participantes, aprofundando seus conhecimentos em métodos e ferramentas participativas, incluindo seus desafios. “A oficina foi um momento muito importante de formação para quem vai atuar junto a povos e comunidades tradicionais, seja através de pesquisa, extensão ou atuação profissional. Para os estudantes, foi uma oportunidade única de formação prática e de experimentar os desafios que a atuação profissional impõe”.

A superintendente do Iphan no Tocantins, Cejane Pacini Leal Muniz, teceu valiosas considerações sobre a oficina realizada como parte da iniciativa. “A capacitação nos apresentou os instrumentos que serão utilizados na elaboração do diagnóstico da comunidade quilombola Kalunga do Mimoso. Além disso, promoveu a integração entre os membros da equipe do projeto e pudemos conhecer alguns dos desafios enfrentados pela comunidade”, finalizou.

(Texto: Shara Alves de Oliveira/MPTO)





FONTE

Tribuna do Tocantins

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