Sempre atuante na proteção ambiental, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) apresentou nesta terça-feira, 04, na sede da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Painel de Monitoramento de Desmatamentos no Tocantins, desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente (Caoma), órgão auxiliar do MPTO. A exposição ocorreu durante o lançamento da Estratégia de Combate ao Desmatamento Ilegal no Tocantins.
Segundo o coordenador do Caoma, promotor de Justiça Francisco Brandes, o painel é uma ferramenta eficiente de transparência ambiental. Com ele, é possível identificar se os desmatamentos ocorreram de forma legal ou ilegal, qualificando a dimensão da área desmatada, a localização e o número do cadastro ambiental rural (CAR) da propriedade onde pode ter ocorrido o eventual crime ambiental.
A tecnologia de monitoramento e levantamento de dados foi desenvolvida pelo Caoma, por meio do Laboratório de Geoprocessamento (Labgeo) do MPTO, que analisa constantemente alguns tipos de desmatamento para compor uma base de dados refinada sobre o fenômeno no Tocantins.
O evento contou com a presença de representantes do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério Público Federal (MPF) e Batalhão da Polícia Militar Ambiental(BPMA).
O painel de desmatamento do Ministério Público do Tocantins pode ser conferido neste link.
Mais informações sobre o painel
O painel é uma das principais ferramentas de transparência ambiental existentes hoje no Estado. Por meio da plataforma, o Caoma consegue apontar a dinâmica desses desmatamentos, qualificando a real situação de legalidade dos mesmos. Uma vez verificadas situações de irregularidade administrativa e ilegalidade de supressão de vegetação nativa em reserva legal e Áreas de Preservação Permanente, são gerados relatórios circunstanciados demonstrando quando o desmatamento ocorreu, a dimensão da área desmatada, a localização e nome da área/fazenda onde houve potencial crime ambiental.
(Erlene Miranda – Ascom MPTO)
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