Categories: Estado

Sessenta famílias de Porto Nacional recebem títulos de propriedade com apoio da Corregedoria-Geral da Justiça


Porto Nacional celebra 164 anos de emancipação política e 287 anos de história. Um dos municípios mais antigos do Tocantins, conhecido por sua relevância histórica e por ser a capital cultural do Estado, teve mais um capítulo importante no fortalecimento do direito à moradia e da cidadania. Títulos de propriedade foram entregues a 60 famílias dos setores Padre Luso, Nova Capital e Parque da Liberdade, nesta sexta-feira (11/07) em mais uma ação do programa Solo Seguro Favela, coordenado pelo Poder Judiciário, com apoio da Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS), da gestão municipal, da Tocantins Parcerias e do Cartório de Registro de Imóveis.

Esta foi a sexta entrega de títulos com participação da CGJUS em Porto Nacional, por meio do Núcleo de Prevenção e Regularização Fundiária (Nupref). Durante a solenidade, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, ressaltou a relevância simbólica e prática da iniciativa. “Hoje essas pessoas poderão chegar em casa e dizer: ‘essa casa é minha’. Depois de tantas décadas de espera, agora vivem esse momento. Além do valor simbólico e emocional, a regularização permite que recursos públicos possam ser investidos nessas regiões, trazendo melhorias para toda a comunidade.”

Já o prefeito Ronivon Maciel ressaltou a sensibilidade do Poder Judiciário em apoiar os municípios tocantinenses na estruturação de suas políticas de regularização fundiária. “Porto Nacional teve um papel fundamental na criação do estado do Tocantins. Ver o Judiciário atuando com tanto empenho e responsabilidade social para apoiar nossos esforços municipais é algo que merece reconhecimento e gratidão.”

Moradora do setor Nova Capital há 27 anos, Silvania Dias foi uma das mulheres beneficiadas com a titulação. Em 2024, o programa Solo Seguro Favela estabeleceu como diretriz a priorização da entrega de registros de imóveis em nome de mulheres, reconhecendo o papel central que exercem na organização familiar e na luta pela moradia. Em todo o país, mais de 40 mil títulos devem ser expedidos com titularidade feminina, fortalecendo a autonomia jurídica e social dessas cidadãs.

Para Silvania, o título representa mais do que um documento: é o marco de uma vida inteira de dedicação. “Graças a Deus, hoje sou dona e proprietária do meu imóvel. Vou dormir feliz. É a realização de um sonho que esperei por 27 anos. A gente batalha tanto, cuida da casa, dos filhos, e agora ter isso reconhecido oficialmente é um alívio e uma alegria que não cabem no peito”, contou a portuense.



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

TJTO apresenta ao CNJ Plano de Ação Estadual da Agenda Justiça Juvenil

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização…

6 horas ago

Inscrições abertas para o III Fórum Fundiário do Tocantins

Magistrados(as), servidores(as), gestores(as) públicos(as), notários(as), registradores(as), estudantes e comunidade em geral já podem se inscrever…

7 horas ago

O que nossas escolhas dizem sobre nossa saúde? Neurocientista André Davim abre Semana da Saúde do Judiciário Tocantinense

O que a neurociência pode ensinar sobre as escolhas que fazemos todos os dias e…

10 horas ago

Sebrae Tocantins reconhece trajetórias femininas de destaque no empreendedorismo | ASN Tocantins

O Sebrae Tocantins realiza, no dia 13 de agosto, a cerimônia estadual do Prêmio Sebrae…

14 horas ago

Estagiários(as) do Poder Judiciário do Tocantins terão ponto facultativo no dia 17/8

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) decretou ponto facultativo para os(as) estagiários(as) que atuam…

14 horas ago

Comissão aprova regra sobre comunicação ao Conselho Tutelar de incidentes envolvendo crianças

Ricardo Ayres foi o relator da proposta na CCJ - Foto: Vinicius Loures / Câmara…

15 horas ago