Tiroteio entre gangues deixa 12 mortos em prisão no Equador


Cinco detentos já tinham sido enforcados na Penitenciária do Litoral, em Guayaquil, há dois dias

EFE/ Jhonatan Miranda
Penitência do Litoral é palco de violência desde 2020; mais de 250 presos morreram em três anos

A Procuradoria-Geral do Equador confirmou neste sábado, 15, que 12 detentos morreram em um novo confronto ocorrido na Penitenciária do Litoral, a maior e mais populosa prisão do país, nesta sexta. O Ministério Público equatoriano indicou que “iniciou uma investigação prévia de ofício para identificar os responsáveis ​​pela morte de 12 pessoas privadas de liberdade (PPL), dentro da Penitenciária do Litoral, em Guayaquil”. O confronto, que envolveu detentos dos pavilhões 3, 5, 8 e 9, começou no início da tarde e prolongou-se até o final da noite, em que do lado de fora da penitenciária era possível ouvir numerosos disparos de arma de fogo. Esse novo incidente ocorre dois dias depois que seis presos do pavilhão 5 foram encontrados enforcados. O responsável pela penitenciária, Ronald Sánchez, destacou que não houve fugas durante os confrontos de sexta-feira. “Esperamos ter o controle de tudo isto depois da remoção dos cadáveres, para poder entrar e contar (os detentos) nos pavilhões”, disse Sánchez, antes de confirmar que o tiroteio durou “aproximadamente quatro horas e meia” com armas de 9mm e fuzis. Enquanto o trabalho de identificação dentro do presídio continua, os familiares dos detentos esperam desesperadamente por informações do lado de fora.

“Desde que isto começou, não sei de nada, o que quero é saber como ele está, nada mais”, afirmou à imprensa Alexandra Mansaba, mulher de um detento, enquanto um homem a interrompia: “É a única coisa que queremos saber, informações sobre nosso filho, todas as famílias que estão aqui estão desesperadas”. “Há tantos problemas aqui, não sabemos se estão vivos ou mortos, não se sabe nada”, reclamou. A Penitenciária do Litoral foi palco de alguns dos maiores massacres registrados nas prisões equatorianas desde 2020, em que mais de 450 presos foram mortos, como resultado de confrontos entre gangues rivais que disputam o controle interno das prisões. Soma-se a isso as condições do presídio, com uma superlotação que pode chegar a 50% da capacidade da cela em alguns casos. A situação de violência também se estendeu às ruas, com grupos do crime organizado em disputa pelo controle das rotas do narcotráfico, principalmente na zona costeira, onde se encontram os portos que fizeram do Equador um dos principais trampolins da cocaína que chega à América do Norte e à Europa.

*Com informações da EFE





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Tribuna do Tocantins

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