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Após decisão judicial, dez integrantes de grupo neonazista voltam a ser presos em Santa Catarina


Decisão afirma que os investigados pertencem a uma organização criminosa que promove discursos de ódio; prisões ocorreram em quatro estados

Divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil prendeu oito integrantes em um sítio em novembro de 2022

Dez integrantes de um grupo neonazistas voltaram a ser presos pela Polícia Civil de Santa Catarina nesta terça-feira, 25. As prisões ocorrem após um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) à Justiça catarinense. De acordo com a polícia, as prisões ocorreram em quatro estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. Na decisão, o desembargador Ernani Guetten de Almeida que os dez investigados pertencem a uma organização criminosa que promove discursos de ódio. “São integrantes de organização criminosa que tem como finalidade a promoção de discursos de ódio, racismo e idolatria ao nazismo. Agem de forma organizada para alcançarem rápido crescimento e maior engajamento, inclusive rompendo as barreiras entre os Estados para tanto. E não só. Seriam, supostamente, braço de uma semelhante organização internacional, organizada hierarquicamente e que condiciona o alcance pelo grupo de posição mais elevada na organização ao cometimento de crimes de ódio com recurso à violência”.  Oito deles já haviam sido presos anteriormente e eram monitorados com tornozeleira eletrônica, na cidade de São Pedro de Alcântara, em novembro de 2022. Outros dois suspeitos foram presos no início de abril. Eles foram libertados no dia 7 de abril após um juiz alegar falta de evidência de que o grupo representasse perigo à sociedade. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão. “As prisões ocorreram no decorrer da última semana, em dias distintos. Alguns foram presos em casa, outros no local de trabalho e alguns se apresentaram na delegacia”, disse o delegado Arthur Lopes. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), também existem evidências de que a célula seja braço de um grupo estrangeiro e que os investigados cometiam crimes de ódio. A reportagem da Jovem Pan tentou contato com o advogado dos investigados, mas as ligações não foram atendidas.





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Tribuna do Tocantins

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