Categories: Política

Aprovada maior prioridade em cirurgias para mulheres vítimas de violência — Senado Notícias


O Senado aprovou nesta quarta-feira (11), em sessão plenária, projeto que garante prioridade no acesso gratuito a cirurgias reparadoras para pacientes com sequelas causadas por violência contra a mulher. A matéria retorna à Câmara dos Deputados para análise das alterações feitas pelos senadores.

PL 715/2019 assegura atendimento prioritário na assistência psicológica e social à mulher em situação de violência, independentemente da natureza ou do local onde a agressão ocorreu. Atualmente, a Lei Maria da Penha garante esse atendimento em casos de violência doméstica e familiar. 

O texto aprovado é um substitutivo (texto alternativo) da relatora no Plenário, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). 

— As evidências indicam que episódios de natureza extrafamiliar também são frequentes, silenciosos e subnotificados, o que justifica a ampliação da cobertura normativa para alcançar situações de agressão contra a mulher, tal como previsto no projeto — aponta a relatora.

O projeto também determina que os centros de saúde do SUS, as delegacias de polícia e as unidades de assistência social devem informar às mulheres que elas possuem prioridade na assistência médica, social e psicológica na saúde pública. 

— O dever de informação não é medida acessória: é condição para que o direito à prioridade produza efeitos reais, reduzindo barreiras e promovendo o cuidado em tempo oportuno — afirmou Dorinha.

Informar a gratuidade já é uma exigência para o SUS, segundo a Lei 13.239, de 2015, que introduziu o direito à cirurgia. Já a Lei 14.887, de 2024 ampliou a prioridade no atendimento social, psicológico e médico à mulher vítima de violência doméstica e familiar.

Ajustes

Ao relatar o projeto no Plenário, Dorinha fez alguns ajustes, entre eles, a substituição do termo “mulher que sofreu violência” por “mulher em situação de violência”, expressão mais alinhada aos marcos normativos vigentes.

Também retirou obrigações específicas de campanhas e distribuição de materiais, por serem de competência do Poder Executivo. 

Outras mudanças

Antes do Plenário, o projeto passou pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), onde recebeu uma versão alternativa da relatora no colegiado, senadora Augusta Brito (PT-CE). Ela retirou a exigência, prevista no texto original da Câmara, de que a mulher comprovasse a agressão sofrida e a existência de deformação estética causada pela lesão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Tribunal de Justiça realiza evento sobre Violência Patrimonial Contra a Mulher na próxima quarta-feira (17/6)

O Tribunal de Justiça do Tocantins(TJTO), por meio da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat),…

5 horas ago

Palestra de Alê Prates marca lançamento de projetos de formação de líderes no TJTO

“Foi além do que eu esperava, uma oportunidade enriquecedora que me fez refletir sobre o…

6 horas ago

Preparação para aposentadoria abre espaço para reflexão sobre saúde, propósito e novos ciclos de vida

A aposentadoria, muitas vezes associada ao encerramento de uma trajetória profissional, foi apresentada como um…

7 horas ago

Conheça as práticas vencedoras do 4º Prêmio Gestão Judiciária Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira

A Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS) divulgou o resultado do 4º Prêmio Gestão Judiciária…

8 horas ago

Senado analisa propostas de agenda legislativa sobre direitos das mulheres — Senado Notícias

O Senado analisa 24 projetos considerados estratégicos para o avanço dos direitos das mulheres. A…

8 horas ago

Inscrições para workshop sobre educação financeira no Poder Judiciário terminam nesta segunda-feira(15/6)

Organizar o orçamento, tomar decisões financeiras mais conscientes e compreender os fatores comportamentais que influenciam…

9 horas ago